Dia do Empreendedorismo Feminino: Conheça histórias de superação

empreendedorismo feminino

No dia 19 de novembro celebra-se esta data para motivar mais mulheres a empreenderem. Conheça história de algumas delas que acreditaram em um cenário mais positivo para os negócios nesta retomada pós-pandemia 

A pandemia causada pela Covid-19 se mostrou cruel em diversas áreas da vida. No mundo dos negócios, esse reflexo não foi diferente. E se empreender no Brasil já é uma tarefa difícil, iniciar ou prosperar um negócio em meio a uma pandemia foi ainda mais desafiador. Para as mulheres, o cenário foi ainda pior, seja pela sobrecarga de afazeres com filhos em casa durante a quarentena, a falta de crédito no mercado ou a ausência de parceiras comerciais no mundo corporativo. Mas para incentivar novas empresas geridas por mulheres no Brasil, o Dia do Empreendedorismo (19/11) é celebrado e aqui temos histórias de proprietárias de negócios que abriram ou expandiram durante esse período contam suas histórias de superação e sucesso. 

Segundo dados divulgados esse ano pelo Sebrae, a crise interrompeu um movimento consistente, verificado desde 2016, de crescimento na representatividade das mulheres no universo do empreendedorismo no país. No terceiro trimestre do ano passado, a proporção de empreendedoras caiu quase um ponto percentual (33,6%) em comparação com o mesmo período de 2019 (34,5%). Os números representam uma perda de 1,3 milhão de mulheres à frente de um negócio. Mas apesar da redução do público feminino no mercado, algumas empresárias conseguiram se manter firmes no sonho de empreender e driblaram todos os desafios impostos nos últimos meses para dar a volta por cima.
empreendedorismo femininoEsse é o caso das fotógrafas cariocas Amanda Alexandre e Lívia Borret. Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, elas não puderam realizar as coberturas de partos que faziam nas maternidades do Rio de Janeiro – devido à burocracia para acompanhar as pacientes nas clínicas e os gastos extras com exames de PCR. Foram cerca de quatro meses sem poder trabalhar até chegarem à conclusão que seria preciso se reinventar para sobreviver. E foi como alternativa para driblar a crise, que surgiu a sociedade e o novo L.A Foto Estúdio, inaugurado em outubro deste ano na Barra da Tijuca. O espaço é especializado em retratos de bebês, crianças, família e pets com uma pegada espontânea e interativa.
“Nos momentos mais críticos da pandemia, ficamos quatro meses sem trabalhar. Não podíamos acompanhar o parto das clientes na maternidade de jeito nenhum. E mesmo há poucos meses atrás, com a pandemia mais controlada e a vacinação avançada, a burocracia ainda era demasiada – o que encarece demais o nosso serviço. O estúdio foi a nossa solução para driblar essas dificuldades nesse novo normal. Por lá, conseguimos manter todos os protocolos de saúde, mas sem deixar de trabalhar. Além disso, muitas famílias tiveram perdas irreparáveis na pandemia e notaram que quase não tinham memórias com esses entes queridos, então a procura por ensaios de família cresceu consideravelmente. Já estamos com a agenda praticamente fechada para as sessões de Natal”, comenta Amanda Alexandre, carioca e sócia do L.A. Foto Estúdio.
E em tempos amargos, o chocolate brasileiro foi o que adoçou a vida profissional e pessoal da Maruska Maciel, sócia da Maré Chocolate. À frente do empreendimento com o marido, o empresário Roberto Maciel, a carioca fundou em agosto de 2020 a marca especializada em tabletes 100% naturais e plant-based – sem glúten, leite, soja ou açúcar refinado. E mesmo com todo o cenário contrário a novos negócios, a Maré Chocolate ganhou destaque no mercado do cacau brasileiro e segue em crescimento desde então. Com vendas pelo site (www.marechocolate.com.br), a marca teve um aumento de 52,5% nas vendas online comparando a média mensal dos últimos quatro meses com a média mensal do seu início. Hoje, a Maré Chocolate também está à venda em mais de 100 pontos físicos espalhados pelo Brasil, principalmente entre o eixo Rio x São Paulo.
empreendedorismo femininoSeja pela saudabilidade por trás dos produtos, que são feitos com apenas três ingredientes (cacau orgânico, manteiga de cacau orgânico e algum adoçante natural) ou pela sua responsabilidade socioambiental – que utiliza cacau orgânico produzido pelo método cabruca, que preserva a agrofloresta, e mantém uma remuneração justa aos trabalhadores da roça – o fato é que a marca de chocolates ganhou um público fiel e que segue em crescimento: o de brasileiros preocupados com o bem-estar do corpo e da mente. E esse tem sido o segredo do sucesso da empresa liderada pela carioca.
“Nosso chocolate não é só um doce. É um alimento. Além de ser delicioso e fazer bem à saúde, com ingredientes e processos adequados, ele preserva as florestas e tem garantido não só o nosso, como o sustento das famílias que vivem da agricultura. Além disso, ele é extremamente inclusivo, tanto para pessoas com intolerâncias, veganos, vegetarianos, atletas e até para quem apenas quer ter um estilo mais saudável e comer comida de verdade”, explica a empresária.
O doce também trouxe sucesso para a vida da brasiliense Francielle Faria, sócia-fundadora e CEO da American Cookies. O negócio que teve início na cozinha do seu apartamento, em Águas Claras, em Brasília, hoje já conta com mais de 30 unidades espalhadas por cinco estados brasileiros (BSB, SP, RJ, MG e GO) e assa cerca de 5 mil cookies por dia, em uma média de 150 mil por mês. Mesmo na pandemia, a marca cresceu 30% nos últimos meses e a expectativa é abrir novas unidades até o fim deste ano, fechando o faturamento em, aproximadamente, R$20 milhões. Para a empreendedora, esse sucesso é graças ao seu DNA de delivery, uma vez que a marca foi pioneira no mercado de doces por aplicativo de entrega em Brasília.
Francielle empreendedora
“Nosso cookie foi o primeiro doce disponível pelos aplicativos de entrega em Brasília. Naquela época, só se fazia delivery de pizza e hambúrguer, ninguém pensava na sobremesa. Isso foi muito importante para a marca ter o seu boom no mercado. Começamos como uma dark kitchen e, mesmo com a inauguração de unidades físicas, não abrimos mão do nosso delivery. E isso foi fundamental para consolidar e expandir o negócio, mesmo com a pandemia. Afinal, as pessoas não deixaram de comer, pelo contrário, pediram ainda mais comida em casa devido ao isolamento social. Ou seja, foi um tiro certeiro que demos anos atrás e que estamos colhendo os frutos agora”, explica a empreendedora Francielle Faria.
Diante do fenômeno que se tornou a American Cookies, a empreendedora ressalta que pessoas comuns podem empreender e virar um case de sucesso. O primeiro passo dela e do marido, Rafael Macedo, surgiu com um investimento inicial de mil reais, para a compra de uma batedeira, um pequeno forno e um freezer para uma cozinha amadora em casa.
“Eu gosto muito de contar a nossa história, porque eu sou a prova viva de que empreender e ter sucesso é para pessoas comuns, como eu e o meu marido. Nós não tínhamos formação ou experiência com alimentação e nem com gestão de negócios. Nós simplesmente somos apaixonados pelo produto e não desistimos até dar certo. Erramos muito, mas aprendemos com os nossos erros e corrigimos. Hoje somos o que somos por conta de toda essa trajetória”, explica Francielle.
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