Empresa brasileira exporta e cresce 120% na crise

Com foco no mercado internacional, Scriptcase aproveita dólar alto para consolidar presença em mais de 120 países

Redação 19/11/2015
Redação 19/11/2015

Não é só o agronegócio que se beneficia com a alta do dólar: mesmo no cenário de retração econômica, o Scriptcase – solução desenvolvida no polo de tecnologia do Recife (PE) – aproveitou o contexto favorável às exportações e já cresceu 120% em 2015, com foco no mercado exterior. Com isso, a startup superou a marca de 14 mil clientes ao redor do mundo e aumentou seu faturamento em cerca de 40% no ano.

O Scriptcase é uma interface visual de desenvolvimento que facilita a vida de programadores e acelera a criação de sistemas em até 80%. Para Erico Oliveira, diretor comercial da plataforma, a penetração no exterior é resultado de uma estratégia bem definida. “Muitas empresas de tecnologia se preocupam em atender apenas mercados locais. Entretanto, com a facilidade proporcionada pelo e-commerce, buscamos superar barreiras geográficas que delimitem nossa atuação”, explica ele. Por isso, a startup disponibiliza o programa em 30 idiomas, inclusive em alfabetos como cirílico e hebraico.

Agora, o próximo passo é incluir novas funcionalidades que transformarão a plataforma em uma ferramenta de BI – business intelligence -, para gestores de empresas de todos os tamanhos. “Assim, nosso público-alvo se amplia e passa a ir além das equipes de TI”, afirma o diretor do Scriptcase. O novo produto proporciona aos tomadores de decisões transformar inputs de dados variados em gráficos, tabelas e informações com layout mais amigável. “Além disso, será um dos primeiros programas de BI com informações em tempo real, 100% na nuvem”, conta Oliveira.

Mas não é como se as coisas estivessem ruins por aqui. Como o principal benefício do software é proporcionar mais por menos em termos de desenvolvimento, a procura de órgãos públicos pela solução aumentou 15% em 2015, ano marcado pelos cortes de gastos.

Em meio ao crescimento acelerado e prestes a entrar no mercado de BI, que movimenta US$ 13 bilhões por ano, Oliveira acredita que os números de expansão em 2016 devem ser surpreendentes – mesmo com o crescimento arrojado ano a ano. Por isso mesmo, a empresa pretende abrir o capital no próximo ano.