Empresas transformam resíduos em matéria-prima para indústria

Com o crescimento desenfreado da população mundial oferecer alimento para tantas pessoas, nas próximas décadas, será um dos principais desafios que a agropecuária e a indústria terão que resolver. Além disso, a produtividade deverá estar sempre vinculada a ações sustentáveis, já que a consciência ambiental será o foco principal de toda a indústria que tenha participação na produção de alimentos. A diminuição do desperdício e o correto destino de resíduos serão essenciais para o sucesso deste setor.

E é pensando nisso, desde já, que duas empresas catarinenses reaproveitam toneladas de resíduos bovinos e de peixes que seriam descartados. Para contribuir com o mercado de reciclagem as empresas Marinho, com sede em Camboriú, e Agroforte, nas cidades de Laguna e Biguaçu, beneficiam por dia cerca de 200 e 300 toneladas, respectivamente, de resíduos de proteína animal que iriam parar em aterros sanitários ou lixões.

Para o presidente do IMA – Instituto do Meio Ambiente (ex-Fatma), é de extrema importância o crescimento desse segmento no estado de Santa Catarina. “Não existe como pensar em atividade de produção, principalmente na indústria alimentícia, que não tenha um destino final. Ou vai para um aterro, o que não é bom, porque uma hora os aterros vão acabar, ou eles têm que ser transformados e aí que entra uma indústria moderna com eficiência”, afirma Alexandre Waltrick.

Esses resíduos reaproveitados são transformados em farinha e óleo. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é agua, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente. Esse insumo é a base para a fabricação de ração para pets, de alta qualidade e que serão vendidas no Brasil e no exterior.

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