Estimativa econômica é melhor para 2019

Segundo análise de executivos e especialistas, indústria deve respirar novos ares a partir do próximo ano

Ricardo Eguchi 05/12/2018
Ricardo Eguchi 05/12/2018

Diante de tantas instabilidades políticas e casos de corrupção, o Brasil viveu os últimos anos de forma derradeira em seu crescimento econômico, no entanto, é fundamental que as empresas mantenham seus planejamentos em dia diante das perspectivas de melhora a partir de 2019, com a entrada de um novo governo que tem mantido os investidores mais otimistas com relação ao Brasil. O setor de indústrias, motivado cada vez mais pelas tecnologias 4.0, é um deles.

Apesar de pesquisas recentes indicarem um índice econômico mais baixo do que o esperado em um primeiro momento, o IBEF – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – de Campinas, afirma que 87% dos empresários acreditam em uma melhora da economia e que 67% deles pretendem criar novas vagas de empregos. O CFO da KION South America, Ricardo Eguchi, recentemente premiado pelo Instituto com o troféu Equilibrista 2018, concorda com este otimismo do mercado em relação ao que se deve esperar do próximo ano.

“Temos uma perspectiva muito positiva, muito importante e clara de um cenário cada vez melhor diante de ações e uma equipe econômica mais bem estruturada. Os próximos meses serão decisivos e talvez possamos até mesmo superar os estimados 2,5% de crescimento, que já é superior ao do ano passado”, afirma. Para Eguchi, os setores que mais irão se beneficiar deste novo cenário são a agricultura e as indústrias, que têm anos de demanda reprimida ou negativismo, e justamente por isso deve ser um dos primeiros a sentir a melhora do mercado. Porém, para se chegar lá, será necessário ter paciência e, principalmente, uma boa administração.

“O governo deve fazer o saneamento do déficit, que está atrelado ao grau de credibilidade econômica para melhorar a imagem do Brasil frente às agências de risco. Infelizmente não estamos mais entre os mais confiáveis e isso gera um bloqueio de empresas e fundos, que deixam de investir aqui, mas talvez com ações de mais desenvolvimento, se tivermos uma política clara do que vai acontecer nos próximos anos, o país irá surfar em uma onda de crescimento”, analisa o especialista da KION. Para ele, o conjunto deste novo cenário administrativo e econômico aliado à nova tecnologia da indústria 4.0, será também uma das responsáveis por alavancar o Brasil. Mas o que isso quer dizer, especificamente?

“Máquinas autônomas para melhorar a eficiência do cliente que preza cada vez mais pelo desempenho, principalmente no setor de logística. Por isso nós temos a Dematic, que trabalha com a tecnologia 4.0 nesse segmento e que hoje representa entre 30% e 40% do faturamento mundial do grupo”, afirma. A estimativa é que a indústria de automação passe a representar ainda 60% do faturamento da companhia até o ano de 2027.

“Não digo que os outros segmentos vão deixar de crescer, pelo contrário, vão crescer ainda dois dígitos. Porém, esta área de tecnologia é assim: no começo são uma barreira de entrada e depois elas se mostram como um grande diferencial da economia”, afirma Eguchi, que acredita ainda que nos próximos anos a empresa deve expandir o seu número de funcionários – que atualmente passam de 30 mil colaboradores no mundo – com a geração de novos empregos.

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