Estudo aponta que inovação é prioridade para líderes de grandes empresas

Inovação é a principal prioridade para os líderes de grandes empresas. É o que afirma o relatório The Most Innovative Companies 2015: Four factors that differentiate leaders, divulgado hoje pelo The Boston Consulting Group (BCG), que entrevistou mais de 1500 líderes de diferentes indústrias e países, incluindo o Brasil.

Para 79% dos líderes ouvidos, a inovação é a principal ou está entre as três principais prioridades da sua companhia. A pesquisa também lista as 50 empresas mais inovadoras. Apple e Google novamente foram as primeiras colocadas. Tesla Motors subiu do 7º para o 3º lugar, Microsoft e Samsung completam o top cinco.

A lista deste ano reúne um grupo global: 29 empresas são Norte-Americanas, 11 são da Europa, 10 da Ásia, 3 da China e uma da Índia. As empresas da lista não compõe um segmento específico. Cinco das dez primeiras colocadas não são empresas de tecnologia, reforçando o mesmo resultado de 2005, quando o BCG deu início a pesquisa. Das 50, apenas 12 são companhias de tecnologia.

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Líderes do Brasil – que não teve nenhuma empresa classificada entre as 50 mais inovadoras -, apontaram suas empresas como fortes em inovação. 87% dos entrevistados colocaram a inovação como a principal prioridade ou entre as três principais prioridades da sua companhia para próximo ano, número maior que 2014, em que 83% dos executivos listaram este quesito como o principal responsável pelo crescimento da companhia.

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Apesar de colocar a inovação como as principais prioridades, apenas 14% dos líderes globais afirmaram que o investimento da companhia em inovação deve aumentar significativamente. Na verdade, 52% disseram que deve crescer levemente. Diferente da Rússia e de outros países da África, América Central e do Sul, as empresas brasileiras não pretendem investir em inovação tanto quanto pretendiam no ano anterior.

Na pesquisa deste ano, 50% dos executivos listaram os avanços em plataformas tecnológicas como o tipo mais impactante de inovação a médio prazo. Desenvolvimento de novos produtos e melhoria nos processos operacionais são outros dois pontos listados pelos entrevistados no relatório.

“Na maioria das empresas, a tecnologia costumava ficar no seu próprio departamento de TI”, disse Heitor Carrera, sócio do BCG. “Hoje, digital, mobile, big data e outras tecnologias são usadas para apoiar e permitir a inovação em toda a organização, desde o desenvolvimento de novos produtos para a fabricação até estratégias para atingir o consumidor em vários setores. O ponto crucial em todos os casos é a criação de uma plataforma que pode ser aproveitada várias vezes para proporcionar retorno.”

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