Na crise, o que fazer para buscar emprego

A pandemia do Covid-19, que já infectou até o momento mais de 95 milhões de pessoas, vem trazendo também consequências sérias para a economia e o mercado de trabalho. Segundo estimativa da XP Investimento, o desemprego no Brasil pode chegar à ordem de 40 milhões de pessoas.

Neste contexto, é natural que empresas busquem maior eficiência, redução de custos fixos e ofereçam salários menores para as poucas vagas que são abertas. Por outro lado, quem possui uma colocação tem receio de trocar de emprego, pois tem consciência da atual instabilidade. Logo, assim como na economia, quando a oferta é maior que a procura, os salários em tempo de crise tendem a ser menores e esta é a fotografia dos do atual cenário, exceto para as novas posições ligadas às novas tecnologias que não tem pessoas qualificadas no mercado. Porém, o profissional que busca uma oportunidade de recolocação no mercado deve aceitar ganhar menos?

Segundo Carla Virmond Mello, Diretora Sul da Consultoria Global LHH e Consultora de Carreira, escolher ganhar mais ou menos precisa ser analisada com cautela. É preciso entender o momento do mercado e da pessoa, para tomar esta decisão. “Num mercado em transformação como estamos vivendo, mais importante do que o salário é ter um trabalho que tenha oportunidade de desenvolvimento de novas habilidades, pois hoje nossa competitividade no mercado de trabalho não está mais focada só nas habilidades técnicas, mas sim na nossa capacidade de aprender constantemente e cooperar para construir negócios competitivos e que de fato agreguem valor para as pessoas”, explica Carla.

Então o que eu devo fazer se estou buscando trabalho? A especialista dá algumas dicas práticas:
1. Tenha clareza do que necessita para manter o padrão de vida que deseja ou precisa. Logo, “ajuste o cinto”;

2. Reflita sobre qual sua oferta de valor: o que posso oferecer para o mercado. Qual meu propósito e meus objetivos de curto, médio e longo prazo? O que preciso aprender, que pessoas devo conhecer, empresas, considerando meus objetivos?

3. Análise as oportunidades de trabalho de forma abrangente. Veja se a oportunidade de trabalho pode trazer possibilidades de desenvolvimento profissional e pessoal, reflita sobre que habilidades vai aprender e como isto está alinhado com o seu propósito e as demandas aceleradas de novas habilidades decorrentes das mudanças socioeconômicas e tecnológicas;

4. Não deixe de ver oportunidades só porque o salário é inferior ao seu anterior, olhe o todo, veja a empresa, escopo da posição, benefícios, aprendizagens, balanço de vida pessoal e profissional para tomar qualquer decisão;

5. Aceitar um salário inferior não vai denegrir você como profissional se tiver clareza da sua escolha e entender o todo do mercado e o significado daquela posição no seu momento de vida e na sua trajetória de carreira;

6. É preciso analisar como pode viver com aquela remuneração e não perder a perspectiva de longo prazo: ter clareza do que precisa fazer para assumir novos desafios e ter uma maior remuneração futura.

Para Carla, num mundo em transformação, onde muitas profissões vão mudar radicalmente, o seu passado não te garante mais. O diferencial será como você hoje está se atualizando, saindo da sua zona de conforto, buscando aprender sempre e contribuir além da sua área expertise. “Capacidade de adaptação as mudanças e vontade e habilidade de aprender rápido é que vão te diferenciar e permitir que tenha melhores posições e melhores remunerações”, conclui a especialista.

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