Tendências do uso de cloud e segurança digital nas empresas

O momento é de otimização do uso do cloud, que vai determinar o ritmo e a direção de novas tecnologias para infraestrutura, aplicações e segurança

Com a pandemia, as pessoas se viram obrigadas a mudar rapidamente suas rotinas e, nesse contexto, a tecnologia teve que acelerar seus passos para criar soluções que protegessem as pessoas e adaptassem o dia a dia ao distanciamento social. Nesta entrevista ao Portal Empreendedor, Diego Santos, gerente de tecnologia e inovação da Nextios aborda este tema e aponta as tendências do mercado de cloud, inteligência artificial, segurança digital, Lei Geral de Proteção de Dados e infraestrutura em Tecnologia da Informação. Diego acredita que é preciso planejar todas as ações em cima de três pilares: pessoas, processos e tecnologia.

 

Quais as tendências do mercado de cloud no Brasil?

As empresas passam a ter a obrigação de consumir mais rapidamente as tecnologias comuns, ao mesmo tempo em que elas precisam ficar de olho nas tecnologias que estão na crista da onda. Em outras palavras: precisam continuar evoluindo para se manterem competitivas no mercado.

O que essa mudança traz para a vida das pessoas e empresas, ainda em 2021?

Basicamente que é preciso definir prioridades de negócios e entender quais iniciativas serão mais significativas para impulsionar os investimentos em TI agora para preparar a organização para o amanhã. Nunca se falou tanto em cloud como neste último ano. O ponto agora é a necessidade de otimização do seu consumo, que vai determinar o ritmo e a direção de novas tecnologias para infraestrutura, aplicações e segurança.
Nos negócios, conectar e gerenciar múltiplos recursos de nuvem será um dos maiores desafios de operação da TI. Para seguir um caminho de sucesso, é necessário evoluir na orquestração de ambientes híbridos e multicloud, além de maior investimento na modernização das aplicações para otimizar o consumo de nuvem e dar maior agilidade para o desenvolvimento de novos produtos e serviços digitais.

Algumas tendências tecnológicas são: Cloud Híbrida; Aceleração da adoção de sistemas CRM, HRM e ERP; Aceleração da terceirização para adotar mais rapidamente tecnologias em cloud – das mais básicas às mais avançadas; Aceleração do consumo da inteligência artificial indireta – em outras palavras, usar tecnologias especializadas no tema para resolver problemas de negócio; Massificação do 5G: com a grande penetração do serviço móvel, a elevada adoção dos smartphones e o uso de serviços de dados, a quinta geração surge com ênfase no segmento B2B e como grande facilitador de outras tecnologias.

Como a LGPD tem influenciado nos negócios, houve crescimento na área de segurança?

É comum, no Brasil, as pessoas pensarem: será que é mais uma lei que não vai “pegar”? É verdade que não andou exatamente na velocidade que algumas pessoas esperavam e, até mesmo, houve adiamentos para que a lei passasse a vigorar. Mas o fato é que a LGPD veio para ficar. E agora vem a questão: o que muda e como me preparar? As empresas, em grande maioria, ainda têm dificuldades para entender o objetivo, os conceitos envolvidos e até mesmo a real aplicabilidade da lei na prática. Empresas de maior porte têm mais condições de se preparem, mas o grande desafio está nas empresas de pequeno e médio porte.

Então todas as empresas precisam investir nisso e como?

O aumento de informações a respeito de vazamento de informações e a própria LGPD tem preocupado as empresas e o desdobramento natural tem sido o aumento significativo no investimento no tema segurança. Houve, também, uma grande impulsão por conta da pandemia e as empresas se viram obrigadas a colocar seus colaboradores para trabalharem em casa de uma hora para outra. Este processo, além de desafiador para operacionalizar, criou um problema: como manter a segurança da informação sob controle?

As empresas precisam sempre pensar em três grandes pilares: Pessoas, Processos e Tecnologia.

– Pessoas: precisam ser preparadas para se conectarem cada vez mais com o tema de segurança da informação e serem conscientizadas do seu papel neste processo;

– Processos: muitas mudanças serão necessárias. Novos processos, novos controles, digitalização de processos e até mesmo a transformação completa de processos, transformando o que foi “digitalizado” para um processo realmente digital.

– Tecnologia: segurança da informação não existe sem o uso de tecnologias apropriadas para cada setor de necessidade, desde conectividade, monitoração e controle de processos até a inteligência de dados.

As pequenas empresas têm conseguido investir em estrutura de TI, inteligência artificial? Quais os desafios?

As empresas, de maneira geral, estão amadurecendo dia a dia e estão experimentando cada vez mais os benefícios quando há investimento em tecnologias na proporção e na direção certa. Este processo ganha muita velocidade quando as empresas experimentam tecnologias em cloud: a velocidade no consumo e abstração da manipulação das tecnologias criam uma experiência intrigante e interessante durante o processo. Uma nova relação entre áreas de negócios e tecnologias está nascendo e as empresas mais maduras estão se beneficiando adicionalmente em comparação a outras empresas.

Já o consumo de tecnologias em cloud com foco na Inteligência Artificial não é trivial. Até existem tecnologias em que você pode digitalizar alguns processos de negócios, mas se trata de coisas muito pontuais. Percebo que as empresas estão consumindo Inteligência Artificial por meio de startups e outras empresas que desenvolveram produtos com este tipo de abordagem integrado aos seus produtos, e consumindo no formato de Software como Serviço (SaaS).

Quais as dicas para as empresas que ainda estão passando pela transformação digital?

Em primeiro lugar, tenha uma estratégia de transformação clara e objetiva e depois uma estratégia clara de consumo das tecnologias em cloud (equilibre características e benefícios).

Foque nas tecnologias core (onde está a inteligência e valor do negócio) com times internos. Tenha parceiros confiáveis para cada uma das tecnologias meio.

A principal dica é: primeiro pessoas, depois processos e, por fim, tecnologia.

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