Transformação digital: pandemia acelera movimento nas empresas

Redação 26/07/2020
Redação 26/07/2020

Nos últimos anos, o mundo já vinha vivendo um grande movimento de transformação digital. Mas para Alexandro Barsi, CEO da Verity, empresa especializada em intensificação digital de ponta a ponta de negócios e empresas, a pandemia da Covid-19 acelerou esse processo. “O momento trouxe várias reflexões em todos os sentidos. E no mundo empresarial não seria diferente. As empresas tiveram que se adaptar e pensar em inovações que seguirão com elas no pós-pandemia. Para saírem fortalecidas, precisaram usar a tecnologia”.

Hoje ainda existem conceitos equivocados sobre a transformação digital, de acordo com o executivo da Verity. Um deles é dizer que a tecnologia é o grande esforço da transformação digital. “Ela é uma grande aliada”, enfatiza. Segundo Alexandro, a transformação digital está baseada em três pilares: pessoas, tecnologia e processos. Se um deles anda alguns passos à frente, há um desequilíbrio. “É um erro assumir que a transformação digital é toda sobre a tecnologia quando, na verdade, o maior esforço está na cultura e nos negócios”, completa Barsi.

Para alinhar a transformação digital ao pós-crise, Barsi afirma que é preciso olhar para dentro do próprio negócio e checar como estão as pessoas e se elas estão preparadas para essa mudança. O momento atual é de conscientização. “As empresas precisam fazer um trabalho com seus colaboradores para engajá-los a esse movimento e hackear sua cultura. O empreendedor precisa identificar o que ele tem de bom que possa exponenciar ao mercado”, afirma.

A mudança de mindset envolve deixar de lado o pensamento individual para priorizar o modelo de equipes. “Se a gente ganha, todos ganham. Se a gente perde, todos perdem. Mesmo com funções diferentes, todos pensam e trabalham em conjunto”, reforça Barsi, que destaca também a necessidade de sair do modelo de controle para o de autonomia. “Você tem que preparar seus colaboradores, incluindo os líderes, para entenderem o que é de fato a autonomia. Eu não vou cobrar, mas darei uma pista para você chegar aonde espero que chegue”.

“Budget da fé”

Outro conselho dado por Alexandro para as empresas surfarem na onda da transformação digital: é preciso testar, prototipar e gerar aprendizado contínuo. “Nesse novo modelo, temos que trabalhar com o ‘budget da fé’ junto com os stakeholders, pedindo 1% do valor para fazer testes, sem a garantia de que teremos sucesso. Isso mostra uma mentalidade mais aberta e ampla”, analisa o CEO. Um dos exemplos que Barsi cita para refutar essa premissa é o Google. “Somente 10% dos experimentos feitos pela empresa deram certo. Se apenas esse índice foi bem-sucedido, olha o tamanho da empresa”, aponta.

Outros mercados

Barsi afirma que outra etapa do processo de transformação digital é a complementaridade. “Hoje temos parceiros virando concorrentes, grandes concorrentes virando aliados. Como eu consigo usar ganchos de outras indústrias para fazer a transformação no meu negócio?”, questiona. Bancos, varejo, empresas de meios de pagamento já estão se expandindo ao buscarem conhecimento em outros mercados.

Pequenas notáveis

Uma das saídas nesse sentido é olhar para o mercado de startups. “Elas não têm muito dinheiro, mas têm grande disponibilidade para se transformar. Certamente tem alguma delas fazendo algo que pode ser interessante para o seu negócio. E sua empresa pode ter algo a oferecer: marca e bons clientes”, avalia.

Dados

Os dados tornaram-se o “petróleo” das empresas nos dias atuais, na visão do CEO da Verity. Porém, mais do que tê-los é preciso cuidar deles. “Essas informações precisam ser sempre olhadas, pois elas têm prazo de validade. Com a pandemia, o comportamento do consumidor mudou e, com isso, as empresas terão que fazer o cruzamento das informações do antes, durante e tentar apontar algo para o pós-crise.  Por isso, escute seus clientes, eles podem sinalizar o que esperar a partir de agora”, aconselha Barsi.

Inovação, dados, competição, postura do cliente frente à inovação a partir de agora: para o executivo da Verity, isso tudo irá transformar as empresas. “A transformação digital é um caminho sem volta. Quem pegar carona nela sairá na frente”, conclui.

Sobre Alexandro Barsi

Alexandro Barsi é sócio-fundador da Verity, além de Investidor-anjo. Possui mais de 20 anos de experiência nas áreas de Gestão, Negócios, Estratégia, Inovação e Tecnologia. Formado em Engenharia de Computação, é pós-graduado pela USP em Gestão de Projetos e Processos. Possui especializações em Skill, Tools e Competencies pela Fundação Cabral e General Management pela Northwestern University – Kellogg School.

Sobre a Verity

No mercado há mais de 10 anos, a Verity oferece serviços e produtos. Atua em toda a jornada de transformação digital, que vai do mapeamento de oportunidades e desafios ao desenvolvimento de soluções. A Verity tem experiência na implantação de plataformas e portais de serviços em diversas tecnologias, inclusive utilizando inteligência artificial e realidade aumentada. Atende diferentes tipos de negócios, como seguradoras, bancos e meios de pagamentos, indústrias, área de agronegócios e tecnologia em geral.

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