Venda de comidas para consumo em casa cresce 18 vezes em cinco anos

Fornecimento de alimentos preparados exclusivamente para consumo doméstico se consolida como bom negócio

Carla Kempinski 01/10/2014
Carla Kempinski 01/10/2014

Pedir comida em casa ou no trabalho, em lugar de sair para comer fora, vem se tornando um hábito de consumo dos brasileiros e fortalece uma tendência no mercado de alimentação do país. O total de pequenos negócios que fornecem alimentos preparados para consumo domiciliar no Brasil cresceu mais de 18 vezes em cinco anos. De acordo com o Cadastro Sebrae de Empresas (CSE), havia pouco mais de três mil pequenos negócios ligados a esse segmento em 2007 e o número saltou para 57.725 em 2012.

“A busca pela comodidade de se fazer uma refeição com mais tranquilidade, sem enfrentar filas ou congestionamentos, faz dos serviços de delivery um diferencial no mercado de alimentação”, afirma o gerente de Comércio e Serviços do Sebrae Nacional, Juarez de Paula. Nesse universo estão incluídos cerca de 50 mil churrasqueiros, cozinheiros, doceiras, marmiteiras ou salgadeiras que se formalizaram como Microempreendedores Individuais (MEI) e passaram a emitir nota fiscal e podem fazer vendas por meio de máquinas de cartão de crédito, além de poder participar de licitações públicas, ter acesso mais fácil a empréstimos e ter direito a aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

O estado com o maior número de empreendimentos no segmento de entrega de comida é São Paulo, com 18.046 empresas. Mas, no Rio de Janeiro, a quantidade de empreendimentos formais do tipo disparou de 143 em 2007 para 9.757 em 2012 – um crescimento de 6.723%. Desses, 9.370 são MEI. Minas Gerais também se destaca com 5.171 empresas e aumento de 3.072%.

No Rio de Janeiro, a empresa criada em 1986 por Sônia Carpegiani, as duas filhas e o marido conquistou o paladar dos cariocas há seis anos. A empresa que nasceu pequena no apartamento da família, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro cresceu aos poucos e hoje tem uma cozinha industrial em Benfica, Zona Norte da capital fluminense. Os 80 funcionários da empresa mantêm uma produção de quase 20 mil refeições por mês, ao preço médio de R$ 13,50. As encomendas são entregues em domicílio no Rio de Janeiro e em São Paulo e podem chegar às casas de clientes de outros estados por encomenda via aérea. O faturamento anual da empresa bate os R$ 3,2 milhões.

 

Em 2002, a trajetória dos empresários levou os empreendedores a buscar a consultoria do Sebrae. Ele lembra que as despesas com eletricidade da Congelados da Sônia era alta e pesava na contabilidade da empresa. “O Sebrae teve papel importante na mudança de rumo, pois aprendemos dicas preciosas para reduzir custos”, reconhece Bruno Figueiredo, um dos sócios.

Informações Agência Sebrae

 

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