Como a saúde digital se transforma com o uso da IA.
O diretor de Inovação da Top Med, Paulo Savi, analisa o protagonismo da Inteligência Artificial na saúde digital e como essa tecnologia afeta o dia a dia das pessoas
Atendimentos sem demora, menos filas e mais resolutividade começam a ganhar espaço em um sistema que precisa dar respostas imediatas. Na saúde digital, o foco deixa de ser a tecnologia em si e recai nos benefícios concretos que ela gera às pessoas.
Para o diretor de Inovação da Top Med, Paulo Salvi, que participou da última edição do SXSW, nos Estados Unidos, um dos maiores eventos do mundo e considerado o “termômetro do futuro”, o diferencial competitivo já não está mais em falar sobre inovação, mas na capacidade de implementar, integrar e escalar soluções para que se tornem parte concreta do cotidiano. “O que vimos no evento foi um mercado mais maduro, que deixou de discutir possibilidades e passou a exigir coerência entre discurso e prática”, afirma.
O evento reforçou que temas como inteligência artificial, integração entre sistemas e experiência do paciente já não são diferenciais competitivos, mas pré-requisitos para a atuação das empresas do setor.
Esse movimento dialoga diretamente com a realidade brasileira. “As iniciativas em saúde digital avançam no sentido de unir serviços, reduzir gargalos e ampliar o acesso. O caminho já não é mais conceitual, ele está em construção”, diz Salvi.
Um exemplo prático está no uso de triagens digitais, que analisam sintomas e direcionam o paciente de forma mais assertiva. Na prática, isso reduz deslocamentos desnecessários, evita sobrecarga em prontos atendimentos e acelera o início do cuidado.
Outro ponto central é a experiência de acesso. Hoje, o paciente espera um atendimento simples, ágil e integrado. “Isso significa conseguir iniciar uma consulta online, receber orientação clara e, se necessário, ser encaminhado para outras etapas sem precisar recomeçar o processo.”
Para Salvi, o SXSW 2026 funcionou menos como um espaço de descoberta e mais como uma validação de caminhos que a Top Med já vem trilhando.
“O setor está convergindo para um modelo mais estruturado, em que eficiência, integração e capacidade de resposta são determinantes. Para nós, isso não é um movimento futuro, é o ambiente em que já operamos diariamente.”
A TOP MED
A empresa catarinense já executa, em escala, o que o evento apontou como direção para o setor: transformar inovação em rotina, com tecnologia aplicada à operação, jornadas mais integradas e ganho real de eficiência para pacientes, empresas e
sistemas de saúde.
Parceira estratégica do SUS, foi a primeira companhia nacional a estruturar um serviço 100% remoto de atenção primária ainda em 2019, antes da pandemia, e também a primeira brasileira a implantar Inteligência Artificial em triagem de pacientes no sistema público de saúde.


