Janeiro Branco: Interações com animais se tornam aliadas das empresas para rotinas mais saudáveis

De escritórios pet friendly, até o trabalho voluntário e incentivo à adoção, organizações ampliam ações de saúde mental ao apostar em experiências afetivas e contato responsável com animais

Criado em 2014, o Janeiro Branco propõe uma reflexão sobre a saúde mental e o cuidado psicológico e emocional. Nos últimos anos, o tema ganhou relevância estratégica no mundo corporativo, diante do avanço de casos de estresse, ansiedade e esgotamento profissional. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que depressão e ansiedade respondem pela perda de cerca de 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com impacto estimado de US$ 1 trilhão na economia global, reforçando que o bem-estar emocional dos colaboradores é decisivo para a sustentabilidade e a competitividade das empresas.

Diante desse cenário, organizações têm ampliado suas estratégias de saúde mental, indo além de benefícios tradicionais ou ações pontuais. Experiências que envolvem o contato responsável com animais e com a causa animal têm sido incorporadas como parte de uma abordagem mais ampla de bem-estar. Não como solução única, mas como iniciativas capazes de estimular empatia, afeto e vínculos autênticos, fatores associados à redução do estresse e da ansiedade.

Para Juliana Camargo, presidente e fundadora do Instituto Ampara Animal, maior organização de proteção e defesa animal do Brasil, iniciativas desse tipo podem ser um grande diferencial no cuidado contínuo da saúde mental das pessoas.

“Os benefícios são inúmeros: melhora no humor, melhora da socialização e engajamento, aumento na liberação de dopamina e serotonina, entre outros. Iniciativas que envolvem o contato com pets ampliam o repertório de experiências oferecidas aos colaboradores e contribuem para a redução do estresse”, comenta a presidente.

No Brasil, algumas empresas têm explorado essa iniciativa em várias pontas. A Mars Petcare – dona da marca Pedigree e parceira do Instituto Ampara Animal – por exemplo, é pioneira na adoção de escritórios pet friendly no país. A empresa promove ambientes de trabalho no qual os colaboradores podem levar seus cães diariamente para incentivar a colaboração e o bem-estar.

De acordo com Juliana, ao integrar saúde mental, responsabilidade social e experiências afetivas, as organizações avançam para uma abordagem mais madura e sustentável de bem-estar corporativo. “Sabemos que é possível promover momentos genuínos de descompressão ao mesmo tempo em que se gera impacto social positivo, reforçando valores como empatia, cuidado e propósito. Esse movimento já está acontecendo e irá crescer cada vez mais pensando que é algo efetivo no equilíbrio emocional”, explica a fundadora da Ampara.

Juliana complementa com o exemplo da CasAdote, espaço conceito voltado à valorização da adoção responsável, localizado na Vila Madalena, em São Paulo. “É importante oferecer um ambiente seguro e estruturado que promova conexão afetiva, conscientização sobre a adoção responsável e experiências de relaxamento. Em um cenário no qual o equilíbrio emocional e psicológico se tornou um ativo estratégico para os negócios, iniciativas que conectam colaboradores a causas transformadoras são decisivas para a construção de ambientes de trabalho mais humanos, engajados e profundamente alinhados à cultura organizacional”, finaliza.

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