Mercado de Venture Capital deve voltar a aquecer no próximo ciclo, segundo relatório da Sling Hub com a ABCVC
Apesar da queda de investimentos em startups no Brasil, registrada em novembro, de acordo com o relatório “Ecossistema de Inovação Aberta & CVC no Brasil”, feito pela Sling Hub com a ABCVC (Associação Brasileira de Corporate Venture Capital), a expectativa é de reacomodação do mercado e retomada gradual ao longo do próximo ciclo, à medida que novos orçamentos, estratégias e teses de investimento sejam reativados.
Diante deste cenário, convidamos dois investidores e um founder que captou em 2025 para dizer o que muda o jogo na hora de buscar recursos financeiros para escalar o negócio em 2026. Confira:
Itali Collini (foto em destaque), Liderança no Brasil da Potencia Ventures
“Nos últimos anos, cresceu a integração entre capital e conhecimento: investidores buscam se aproximar cada vez mais das operações antes de decidir investir, ajudando a construir valor de forma ativa e pautada no bom relacionamento com empreendedores. Essa mudança privilegia avaliar o desempenho do time em momentos desafiadores do estágio inicial do negócio e a dinâmica de parceria que pode se estabelecer com o investimento.
Principalmente para as startups de impacto social, colaborações de longo prazo e pautadas em capital paciente têm se provado estratégias eficazes para apoiar o desenvolvimento do ecossistema como um todo.”
Ivan Yoon, Head de Investimentos e Portfólio da Wayra Brasil e Vivo Ventures
“Se o investidor não entender, imagine centenas ou milhares de clientes? O produto precisa estar muito bem definido, seja ele online, físico, uma plataforma ou marketplace. Também é importante que o modelo de precificação esteja claro, seja por assinatura, por projeto, por sucesso ou por originação. Quando o investidor e o cliente conseguem comparar a oferta final com o mercado, é possível criar uma tese de diferenciação clara.”
Paulo Ibri, CEO da Typcal
A Typcal, primeira foodtech da América Latina a desenvolver fermentação de micélio por meio da economia circular para uma produção de alimentos rica em proteína e fibras, recebeu um aporte de €350 mil da Biotope, aceleradora e investidora em biotecnologia na Bélgica. O investimento será utilizado para a expansão das estratégias comerciais e de distribuição da empresa e para o desenvolvimento de novos produtos com auxílio de tecnologias avançadas.
“O aporte foi essencial para ampliarmos o aprendizado em relação às necessidades e demandas do mercado consumidor — nacional e internacionalmente — e para desenvolvermos novas estratégias de expansão da capacidade técnica da empresa para transformar o mercado de impacto nos próximos anos. Além disso, ao receber esse investimento de um fundo internacional, entendemos que não se trata apenas do crescimento de capital, mas demonstra para o mercado nosso amadurecimento e diferencial tecnológico.
Quando um fundo internacional aposta em você, é um sinal de maturidade e diferencial tecnológico. Meu conselho a outros empreendedores é buscar investimento com propósito, que traga não só recursos, mas também visão e aprendizado”, encerra Paulo Ibri, CEO da foodtech.



