MABE Bio recebe novo investimento, chega a mais de R$ 1 milhão em captação e mira na indústria da moda

Greentech que cria novos materiais a partir da combinação de tecnologia e da biodiversidade brasileira recebeu aporte da Anjos do Brasil, Sororitê e da investidora-anjo Isabella Prata

MABE Bio, greentech que combina tecnologia com a biodiversidade brasileira, anuncia a captação de um novo investimento para acelerar a criação de novos materiais sustentáveis para a indústria. Após captar sua rodada pré-seed com a Antler, a startup liderada pelas empreendedoras Marina Belintani e Rachel Maranhão levantou um novo aporte com a Anjos do Brasil, Sororitê e a investidora-anjo Isabella Prata, totalizando mais de R$ 1 milhão levantados em menos de dois anos.

Com essa nova injeção de recursos, a MABE Bio se posiciona de maneira estratégica para acelerar seus planos de crescimento. “Esse novo investimento não é apenas um voto de confiança na nossa startup e na nossa visão, mas também abre caminhos para ampliarmos nossa produção industrial e introduzirmos nosso primeiro produto inovador no mercado”, afirma a CEO da greentech, Rachel Maranhão. “Já temos algumas conversas avançadas com marcas da indústria de moda, que querem testar o nosso couro vegetal.”

Para a CTO da MABE Bio, Marina Belintani, esse novo investimento é uma forma de garantir que a startup continue realizando seus processos de Pesquisa & Desenvolvimento. “A inovação na MABE Bio se baseia em explorar incansavelmente o potencial das plantas para desenvolver materiais com baixo impacto ambiental. A pesquisa contínua e o teste de novas possibilidades são essenciais para nós”, diz. “Com esse aporte, poderemos manter esse foco de continuar investigando novas possibilidades e viabilizar novos materiais para outras indústrias, além da moda.”

O foco inicial da MABE Bio está em atender a uma demanda crescente por soluções sustentáveis da indústria da moda. De acordo com o Global Fashion Agenda, a produção, preparação e processamento de materiais corresponde até 70% das emissões de carbono desse segmento. Além disso, segundo a Material Innovation Initiative, 90% das empresas líderes desse segmento estão explorando materiais mais sustentáveis para o desenvolvimento de seus produtos.

A visão dos investidores

Jaana Goeggel, sócia-fundadora da Sororitê, maior comunidade de investidoras da América Latina, vê na MABE Bio, a aposta de um futuro mais sustentável. “Como investidora dedicada ao empoderamento feminino, estou entusiasmada em investir na empresa. A startup tem total sinergia com o propósito da Sororitê, com duas founders talentosas à frente do negócio. Vemos uma forte potência no mercado de greentechs, com uma demanda econômica relevante e alinhada à agenda ESG”, afirma.

Para Flávio Levi, Head de Investimentos da Anjos do Brasil, o aporte realizado é um reflexo da sinergia entre a missão da empresa e a filosofia do grupo de investidores-anjo. “A MABE Bio exemplifica o tipo de empreendimento que queremos apoiar: inovador, impactante e liderado por uma equipe excepcional. Estamos ansiosos para ver o impacto que essa green tech vai gerar.”

A investidora-anjo Isabella Prata conta que a visão da MABE Bio de gerar um mundo melhor e mais sustentável foi o que chamou a sua atenção. “Sou uma pesquisadora incansável de novas tendências e acredito muito no futuro desse negócio, que me apresenta certeza de resultados econômicos, sociais e ambientais”, afirma. “O pensamento de que podemos deixar de matar animais para produzir bancos de carro, bolsas e sapatos, utilizando plantas presentes na biodiversidade brasileira para mim, é uma solução genial.”

Primeiros investidores da startup, a Antler, fundo global early stage de Singapura, o time fundador e a estratégia da empresa são os fatores primordiais do investimento. “Desde o dia zero, acreditamos no potencial transformador da MABE Bio e na sua capacidade de enfrentar desafios importantíssimos com soluções inovadoras”, afirma Carolina Strobel, Partner da Antler no Brasil. “A liderança e a visão da companhia certamente são diferenciais competitivos.”

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