Cerca de 160 lojas deverão ser abertas até o final de 2008, registrando um aumento de 13% do número de empregos, com 142 mil pessoas. Atualmente, segundo a Abeim (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), o varejo de grande superfície possui 1.138 estabelecimentos e emprega 126 mil pessoas.
O varejo têxtil adquire mais de 90% do volume total produzido pela indústria têxtil nacional. As importações realizadas são apenas de itens em que a produção nacional é deficiente em termos de qualidade e quantidade.
China
O setor tem sofrido com as restrições impostas pelo acordo Brasil-China, que impõe cotas de importação e preços mínimos bastante elevados para a compra de artigos de vestuário.
"O acordo Brasil-China encerra-se este ano e mostrou-se ineficiente na proteção à indústria nacional de vestuário. Na verdade, ele apenas penaliza quem importa legalmente como é o nosso caso", afirma o presidente da Abeim (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), Sylvio Mandel.
Sobre o acordo Brasil-China e sua possível renovação defendida pela indústria, a Abeim quer que o varejo têxtil seja incluído nas rodadas de negociações.
"Somos parte fundamental na cadeia têxtil brasileira e estamos do lado do Governo na defesa da ética nos negócios. Também estamos do lado da indústria nacional no desenvolvimento e comercialização de seus produtos. Então, nada mais justo que o futuro do comércio bilateral do segmento têxtil seja decidido por toda a cadeia e seus respectivos interlocutores", finaliza.



