Insights revelam como varejistas podem evoluir suas estratégias para acompanhar o ritmo acelerado do e-commerce no próximo ano
Em 2026, vender online significa operar em tempo real, em múltiplos canais e para consumidores cada vez mais exigentes em preço, prazo, experiência e propósito. O movimento é global: projeções da Shopify indicam que o e-commerce deve atingir US$6,88 trilhões no próximo ano, passando a representar 21,1% de todo o varejo mundial. No Brasil, o setor faturou R$204,3 bilhões em 2024, um crescimento de 10,5% em relação a 2023, e segue em expansão contínua, segundo a ABComm. Diante desse cenário acelerado, reunimos especialistas do setor para analisar o momento e apontar as principais tendências previstas para 2026, entre elas:
Omnicanalidade como pilar estratégico
Para Salomão Araújo, VP Comercial da Rakuten Advertising no Brasil, a omnicanalidade será um dos pilares mais decisivos para o varejo em 2026, e o marketing de afiliados terá papel central nessa integração.
“O consumidor quer uma jornada contínua, sem rupturas entre loja física, e-commerce, app, redes sociais ou pós-venda. E, para as marcas, isso significa conectar todos os pontos de contato com inteligência e performance. No afiliado, vemos essa transição ganhar força: publishers capazes de atuar em múltiplos canais, gerando influência desde a descoberta até a recompra, e trazendo dados que ajudam a entender o comportamento real do usuário. Quando os canais conversam, a experiência flui, a conversão aumenta e a relação com o cliente se fortalece. A tendência é clara: quem integrar performance, conteúdo e experiência omnicanal vai liderar o próximo ciclo de crescimento.”
Experiência do cliente orientada por dados e empatia
Para Michelle Oliveira, COO e cofundadora da Digital Manager Guru, o varejo digital será marcado pela combinação entre tecnologia, inteligência artificial e uma abordagem mais humana nas relações de consumo. Segundo a executiva, não se trata apenas de responder com rapidez, mas de compreender contexto, comportamento e intenção em tempo real.
“Foi vivenciando tantos atendimentos desumanizados quanto experiências genuínas que desenvolvi a convicção de que o futuro passa por ouvir mais do que responder, ler as entrelinhas, interpretar sentimento, agir antes do problema e tratar cada cliente como pessoa, não como número. No meu dia a dia, vejo que essa combinação funciona: processos eficientes, IA aplicada com propósito e empatia real criam operações mais sólidas, clientes mais satisfeitos e relações de longo prazo. 2026 será o ano em que compreenderemos, de uma vez por todas, que experiência do cliente é, antes de tudo, experiência humana mediada por tecnologia. Portanto, o futuro não pertence a quem atende mais rápido, mas a quem entende melhor”.



