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Controle do uso da internet por funcionários evita “desastres” nas empresas

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

"O controle do uso da internet por funcionários pode combater riscos que não são apenas de responsabilidade do diretor de Tecnologia da Informação, mas de toda a diretoria e presidência. Tudo pode começar com o simples recebimento de um e-mail. O e-mail pode conter um link atraindo de várias maneiras a curiosidade do colaborador. Se tão somente um funcionário cair na tentação de clicar, um malware poderá se instalar e roubar todas as informações estratégicas".

O alerta é do consultor e diretor de TI da On Line Brasil, Adriano Filadoro. Segundo ele, o assunto do controle do uso da internet por funcionários ainda é muito controverso, apesar de haver todo um aparato legal que permite ao empregador ter acesso aos passos de seus funcionários diante do computador.

Sites perigosos
É ainda perigosa a visitação leviana de sites, de acordo com o especialista. "Há inúmeros sites travestidos de sérios, mas que, na verdade, oferecem downloads gratuitos, cadastros, premiações e vantagens sem fim, tudo com a única intenção de capturar os dados do usuário e se instalar em sua máquina e, em seguida, em toda a rede", explica Filadoro.

Esses ataques, muitas vezes encarados como simples "malandragem" de quem não tem o que fazer, têm se transformado em arma poderosíssima de espionagem industrial e até mesmo entre países, nas palavras dele.

Questionamento por parte dos funcionários

Em muitas empresas, mesmo aquelas que chegam a levantar uma discussão sobre o tema com os colaboradores, ainda se questiona muito o controle do que os funcionários fazem na internet. "Pode parecer mais uma iniciativa do tipo big brother, mas estamos falando de informações estratégicas, de dados sigilosos que podem vazar, propositalmente ou não".

O consultor garante que existem soluções de segurança para cada nível de preocupação, começando pelos anti-spams até o controle de e-mails e acessos individuais à internet. "O importante é tomar uma decisão com base na necessidade de segurança. Não se trata de uma ação pessoal nem tampouco de retaliação. Afinal, a reputação e o segredo do sucesso de uma empresa não podem permanecer tão vulneráveis", completa.

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