Especialista ensina como driblar a inadimplência no coworking

Bruna Lofego, CEO e Founder da CWK Coworking, sugere soluções para evitar que o empreendedor, dono de um espaço de coworking, passe por essa situação

Redação 25/01/2018
Espaço de coworking com pessoas trabalhando em suas mesas e computadores
Redação 25/01/2018

Segundo o Censo Coworking Brasil 2017, até o primeiro trimestre do ano passado foram contabilizados 810 escritórios compartilhados ativos no país – um crescimento de 114% em relação ao ano anterior. Seja com a economia em alta ou em baixa, os coworkings continuam a representar uma boa escolha para a grande maioria das empresas. Em momentos de crise, muitas empresas procuram os escritórios compartilhados para amenizar os custos fixos. Mas, mesmo com a melhoria do cenário econômico, muitas empresas continuam a utilizar os coworkings, por notarem que, além de mais econômicos, são espaços práticos, versáteis e confortáveis.

No entanto, com os altos e baixos da economia, sempre há empresas que não atingem o lucro desejado em relação aos investimentos que fizeram. Ainda segundo a pesquisa do Coworking Brasil, 14% das empresas instaladas em coworkings tiveram prejuízo em 2016, 9% declararam que o negócio não foi bem, e 35% consideraram o lucro obtido abaixo do esperado. Com isso, cresce uma questão que afeta negócios das mais diversas áreas: a inadimplência.

A especialista em coworking, CEO e Founder da CWK Coworking, Bruna Lofego, comenta que sempre é possível criar estratégias para que a situação econômica das empresas alocadas em coworking não atrapalhe o bom funcionamento do negócio. “É relativamente normal que o coworking termine o mês com uma inadimplência de 1%. Se esse índice subir para 5% no final e no início do ano, é preciso ter muito cuidado, pois essa taxa é considerada muito alta”, alerta.

Bruna enfatiza que não há nada de errado em cobrar um cliente se ele estiver inadimplente, porém admite que é uma situação que sempre pode causar desconforto. E, para evitar essa “saia justa”, ela orienta aos empreendedores, donos de coworking, a tomar alguns cuidados:

Cobrar antecipadamente ao uso

A prestação de serviço em um coworking se dá de forma imediata, com o uso das instalações. A cobrança antecipada evita que o empreendedor tenha problemas com pessoas mal intencionadas. É uma condição justa de cobrança, que garante que o empreendedor não passe por certos imprevistos.

Fazer análise de crédito

Previna-se e realize uma análise de crédito criteriosa. Exija documentos que atestem que o interessado é um bom pagador. Além disso, esclareça muito bem questões ligadas à forma de pagamento das mensalidades. Pesquisar sobre o cliente e conversar para alinhar pontos duvidosos é uma das estratégias que evita a ocorrência de problemas futuros.

Ofereça pacotes personalizados

Comercialize pacotes mais simples, personalizados de acordo com a necessidade das empresas, mas sem ultrapassar o orçamento do contratante. Facilite a decisão com vantagens extras, inove e inclua itens diferenciados. Com pacotes feitos sob medida, você oferece opções mais econômicas para seus clientes, com um valor que seja vantajoso para o seu negócio.

Sazonalidade

A inadimplência pode subir bastante no início e no final de ano, épocas em que as empresas podem ter seu faturamento afetado. Estabeleça critérios específicos de cobrança nessas datas. É imprescindível descrever de forma bem detalhada em contrato as diferentes especificações em relação a essa questão, para que seja possível pedir garantias durante esses períodos.

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