Crédito impulsionará setor da construção civil a alta de mais de 10% este ano

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Entidades do setor da construção civil prevêem crescimento de até 10,2% para 2008, principalmente devido ao aumento do crédito imobiliário. No mercado de imóveis, por sua vez, a previsão é de alta de até 20%, com os bancos privados operando com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Segundo o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil), o crescimento do setor em 10,2% se concretizará caso o PIB (Produto Interno bruto) – soma de todas as riquezas da nação – apresente elevação de 4,8% em 2008.

Poupança

O principal motivo para a projeção, de acordo com o presidente da entidade, João Cláudio Robusti, é a diversidade de ofertas de crédito imobiliário com recursos da Caderneta de Poupança.

Para se ter uma idéia, sobre o financiamento imobiliário, as novas operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiram R$ 1,63 bilhão no primeiro mês do ano, o que significa um aumento de 131,31% sobre janeiro de 2007 e o maior percentual de crescimento dos últimos anos.

Construção civil

Já para a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em 2008, o setor da construção civil terá alta de 6,5%, superior à registrada no ano passado, quando consolidou um crescimento de 6%. Dentre os fatores indicados pela CBIC para a alta, está o aumento significativo da oferta de crédito imobiliário.

Além disso, a câmara ainda citou os ajustes macroeconômicos, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os investimentos relacionados à preparação da Copa do Mundo de 2014, entre outros motivos que irão impulsionar a economia nacional.

Mercado imobiliário

O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana, aposta em um crescimento em lançamentos e volume de vendas no mercado imobiliário entre 15% e 20% este ano, na comparação com 2007. A expectativa é de que os bancos passem a operar com recursos do FGTS.

A nova modalidade, lançada pelo Itaú em dezembro, e que era restrita à Caixa Econômica Federal (CEF), conta com taxa de juros de até 8,47% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e prazo máximo de 25 anos.

Crestana disse não acreditar em um boom imobiliário, pois os empreendedores ainda não operam no limite da capacidade de produção e comercialização.

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