Eletrodomésticos ajudam a conter a inflação, aponta IBGE

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

No momento em que a demanda aquecida estimula os reajustes de preços, os eletrodomésticos seguem em caminho contrário e, ao mesmo tempo em que mostram ótimo desempenho nas vendas, registram deflação no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os resultados acumulados no IPCA de janeiro a maio de 2008 mostram queda de 0,39% nos preços de eletrodomésticos e redução de 5,07% em artigos de TV, som e informática.

"Os eletrodomésticos estão ajudando a conter a inflação", destacou a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. Esses produtos são parte do grupo de Artigos de Residência, com peso de 5,48% – similar ao dos grupos de Vestuário e Comunicação – no IPCA e que registrou a menor alta (0,16%) entre os nove grandes grupos pesquisados, com contribuição praticamente nula (0,01 ponto porcentual) para a inflação de 2,88% apurada pelo instituto no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano.

Além disso, no IPCA acumulado de 5,58% em 12 meses até maio, o grupo Artigos de Residência registrou variação negativa de 1,42%, com contribuição também negativa (-0,07 ponto porcentual) na inflação no período. Ou seja, não fossem os eletrodomésticos, o IPCA acumulado em 12 meses já teria atingido 5,65%.

Eulina lembrou que o câmbio está contribuindo para a queda dos preços dos eletrodomésticos, seja através de matérias-primas para produção doméstica ou no aumento das importações de produtos acabados que elevam a concorrência interna e ajudam a evitar os reajustes.

Se dependesse da demanda, os preços desses produtos já teriam disparado. Segundo os últimos dados do comércio varejista divulgados pelo IBGE, as vendas de móveis e eletrodomésticos aumentaram 27,8% em abril ante igual mês do ano passado e ultrapassaram o segmento de hiper e supermercados – de maior peso na pesquisa de comércio – como principal influência positiva para o crescimento das vendas do setor de varejo (8,7% ante maio do ano passado).

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