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Emergentes precisam evitar crises após aumento do crédito, diz FMI

redacao 30/12/2011
redacao 30/12/2011

Para vice-diretor-gerente do Fundo, ‘emergentes criaram novos grandes riscos nos últimos dois anos e seus empréstimos aumentaram muito rapidamente’

As economias emergentes precisam tomar medidas efetivas para evitar potenciais crises resultantes do crescimento exageradamente rápido do crédito bancário nos últimos anos, afirmou o vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o chinês Zhu Min.

"Os países emergentes criaram novos grandes riscos nos últimos dois anos e seus empréstimos aumentaram muito rapidamente", em parte porque eles tentaram combater os efeitos da última crise financeira global, disse Zhu em declarações publicadas hoje pela revista Caixin.

Zhu afirmou que os novos empréstimos na China em comparação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu para 200% em 2010, de 100% antes de a crise global começar, com o colapso do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em 2008. "Em um período de desaceleração da economia global, muita dívida e possíveis problemas com a qualidade dos ativos significam risco potencial", disse.

Os bancos chineses formalmente concederam 7,95 trilhões de yuans (US$ 1,21 bilhão) em novos empréstimos neste ano, acima da meta do governo de 7,5 trilhões de yuans. No entanto, os bancos também criaram 3,47 trilhões de yuans em crédito fora do balanço financeiro, segundo cálculos do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país).

Os órgãos reguladores têm pressionado os bancos a ampliarem seu capital e suas provisões para cobrir dívida podre. Eles também têm apresentado uma posição rígida com relação aos empréstimos fora dos balanços financeiros.

Analistas preveem que os bancos da China enfrentarão um crescente volume de dívida podre depois de fornecerem um recorde de 18 trilhões de yuans em novos empréstimos durante os dois anos desde 2008. Uma grande parte desse dinheiro seguiu para projetos de infraestrutura, mas outra parte foi aplicada em projetos de construção de imóveis mais especulativos. As informações são da Dow Jones. 

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