Negócios compartilhados podem gerar economia de até 70%

Conheça exemplos de quem já adotou essa ideia no universo do franchising

Redação 09/10/2017
Redação 09/10/2017

Uma das grandes tendências do mundo dos negócios atualmente é a economia compartilhada. Dois fatores que contribuem para o sucesso dos negócios compartilhados são o espírito de coletividade presente na sociedade atual e os momentos de crise na economia, que forçaram as empresas a buscar saídas criativas para se manter no mercado.

O modelo de negócio compartilhado começou a se popularizar depois da crise econômica de 2008, em que as pessoas perceberam que compartilhar um espaço pode ser melhor do que tê-lo. Além de reduzir os custos do investimento para o empresário, facilita a vida do consumidor, que não precisa se deslocar para ter acesso a mais de um serviço ao mesmo tempo. Alguns segmentos como o automotivo, o de transporte, de moradia e de educação já aderiram ao modelo.

No mercado de educação, pais e estudantes têm visto muitas vantagens em poder ter acesso a outros cursos dentro da própria instituição de ensino regular. “Um serviço diferenciado para os alunos dentro do ambiente escolar potencializa o ensino e garante acesso a mais conteúdo e conhecimento sem precisar se deslocar”, diz Rogério Gabriel, presidente da MoveEdu, rede de franquia de educação com mais de 1,2 mil unidades.

A MoveEdu oferece esse modelo com as redes Ensina Mais Turma da Mônica e Pingu’s English. A Pingu’s English oferece inglês para crianças entre dois e dez anos de forma lúdica, garantindo um ensino rápido e eficaz. Já a Ensina Mais Turma da Mônica é uma rede de complemento escolar, que utiliza o ensino hibrido e individualizado, ilustrada pelos personagens da Turma da Mônica, para ensinar português, matemática, inglês e informática para estudantes do Ensino Fundamental. “O investimento para montar uma franquia da Pingu´s, por exemplo, por meio da economia compartilhada cai mais de 70%”, garante Rogério. Uma unidade tradicional de ensino requer investimento que varia de R$90 mil a R$160 mil. No modelo de negócio compartilhado, o investimento cai para R$20 mil a R$30 mil.

O custo diminui porque não é preciso ter grandes gastos com marketing e propaganda para atrair a clientela, uma vez que o serviço está disponível para os estudantes de forma direta. “A gente está no mesmo ambiente do nosso público alvo. Para atrair os alunos, só precisamos apresentar a nova escola de inglês nos corredores do colégio”, diz o franqueado Maurício CastillaGarcia. A queda de custo para o empresário também se reflete no custo da mensalidade para o consumidor, outra grande vantagem.

Maurício pontua que o negócio é vantajoso também para a instituição de ensino que recebe um negócio como a Pingu’s English. “Temos alunos da própria escola e alunos de fora que acabam conhecendo a instituição de ensino onde o curso de inglês opera e os pais acabam matriculando”, diz.

Em alguns casos, o maior desafio é aprender a dividir o mesmo espaço com outras marcas. Mas praticar o desapego e aprender a compartilhar virou moda, principalmente entre as gerações mais novas, e permitem inclusive a formação de novos locais de convivência entre franqueadores.

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