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Pequenos negócios sustentáveis são mais competitivos

redacao 05/02/2013
redacao 05/02/2013

Fórum orienta empresário a investir em sustentabilidade e reduzir custos e desperdício

Um restaurante com um cardápio diferente para os 360 dias do ano, onde os alimentos vêm de uma horta própria, cultivada com adubo orgânico, e que permite ao cliente participar do preparo da comida. Assim é o restaurante Armazém do Reino, no bairro do Rio Vermelho, na capital, uma experiência bem-sucedida do chef Ramon Simões, gestor ambiental que implementa na prática o que aprendeu sobre sustentabilidade. O empreendimento é um bom exemplo de como uma empresa pode envolver o social, o ambiental e o econômico, assunto que será debatido no 1º Fórum de Sustentabilidade para Micro e Pequenas Empresas, promovido pelo Sebrae e a ONG EcoD.

O evento acontece nesta terça-feira (5), no auditório do Sebrae, em Salvador, das 8h30 às 11h, aberto para a participação de proprietários de micro e pequenas empresas. A abertura será feita pela coordenadora do Comitê de Sustentabilidade do Sebrae, Paloma Noblat, e contará com a participação dos palestrantes Isaac Edington (Capitalismo Natural – o paradigma do Século XXI), Plínio Bervervanso (Case – Grupo BB Linha Green) e Marcos Renê (Case: Mega Madeira – madeira de demolição).

O empresário Ramon Simões é parceiro do Sebrae no programa Territórios Criativos, articulando com comerciantes e empresários do bairro do Rio Vermelho soluções para a questão do descarte de resíduos e a sustentabilidade do bairro.
Ramon Simões explica que criou um ambiente em seu restaurante onde o cliente tem a oportunidade de ver na horta os alimentos que vai consumir. Além disso, os eletrodomésticos têm o selo verde de consumo de energia e de não agressão ao meio ambiente. “A ideia foi colocar as pessoas em contato com a culinária. Buscamos reduzir os impactos ambientais e oferecer uma alimentação saudável, que faça bem ao corpo e aos sentidos”, ressalta o empresário.

Paloma Noblat explica que o objetivo do Fórum é sensibilizar os empreendedores e desmistificar a sustentabilidade, que muitos acreditam ser possível apenas em grandes empresas. Ao contrário, destaca Paloma, é uma questão que garante a competitividade no mercado, além de mostrar o comprometimento dos empresários com as gerações futuras. “Pequenas empresas também geram resíduos e devem se programar para reduzir o desperdício, aumentando a produtividade. Ganham as empresas e o meio ambiente”, observa.

O Sebrae está oferecendo também soluções para as micro e pequenas empresas em sustentabilidade. É o caso do programa 5 menos que são +, que ensina as empresas a identificar os desperdícios e controlá-los, inclusive, mensurando a economia com o consumo de insumos e água. O consultor do Sebrae em Desenvolvimento Sustentável, Cláusio Credraz, explica que o tema sustentabilidade foi fortalecido nos últimos três anos e representa uma questão de competitividade para as empresas. “Todas as empresas devem pensar na redução do consumo de energia, controle de resíduos, consumo eficiente e no fortalecimento da imagem responsável. O objetivo é diminuir custos e ainda gerar uma imagem positiva do negócio”, destaca.

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