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Presidente da Samsung renuncia para limpar o nome da empresa

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

O presidente do grupo Samsung, Lee Kun-hee, anunciou hoje sua renúncia, em ato que faz parte de um plano de reforma do maior conglomerado empresarial sul-coreano por causa da detecção de sérias irregularidades em seu funcionamento.

Em entrevista coletiva, Lee pediu desculpas e anunciou seu afastamento de todas as funções que ocupava na empresa, após na última sexta ser acusado formalmente por um promotor independente de evasão fiscal e prevaricação.

"Quero expressar minhas mais sinceras desculpas pela preocupação gerada nas pessoas por esta investigação especial", declarou Kun-hee, que disse que assumirá "toda a responsabilidade legal e ética" das acusações.

Lee Kun-hee assumiu o mandato da empresa em 1987 e em 20 anos transformou a Samsung no maior grupo empresarial sul-coreano, responsável por 20% das exportações do país.

O grupo Samsung conta com cerca trinta de ramificações, entre elas a Samsung Electronics, maior fabricante de chips do mundo.

Desde janeiro o grupo foi submetido a uma investigação especial por causa da denúncia de um ex-assessor Kim Yong-chul de que o grupo empresarial subornou políticos e membros da justiça para facilitar a transferência do controle da empresa do presidente diretamente para eu filho, Lee Jae-yong.

Lee Kun-hee foi acusado de evadir impostos que tinha que pagar com US$ 4,6 bilhões que ocultou em contas bancárias em nome de outros executivos da empresa.

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Embora tenha se livrado da acusação de suborno, Lee pode ser condenado a cinco anos de prisão. O sul-coreano ainda não foi detido, pois o promotor levou em consideração as possíveis repercussões de tal ato para a empresa e para a economia sul-coreana.

Além da renúncia de Lee, a Samsung anunciou hoje um plano de reforma que inclui a demissão da mulher do presidente, Hong Ra-hee, da direção do museu da empresa e de seu filho Lee Jae-yong, diretor da Samsung Electronics.

Durante a investigação, Hong foi chamada pela equipe de investigação para esclarecer se tinha adquirido obras de arte, algumas no valor de US$ 10 milhões, com fundos da empresa.

O filho do executivo anunciou que deve se dedicar a abrir mercados estrangeiros para a empresa, embora não tenha descartado a possibilidade de chegar à Presidência da companhia.

A Samsung desmantelará, além disso, o Escritório de Planejamento Estratégico, cujos diretores foram acusados de ocultar os bens do presidente e de ajudar a facilitar a passagem do controle do grupo para Lee Jae-yong.

Sobre os bilhões que tinha desviado, Lee Kun-hee afirmou hoje que pagará todos os impostos que correspondem a ele e dedicará o resto para caridade.

Segundo um comunicado lido pelo vice-presidente do grupo, Lee Hak-soo, o plano anunciado hoje não é o final da reforma, mas o início, pois a empresa seguirá corrigindo o que não está correto.

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No entanto, alguns grupos sul-coreanos qualificaram de insuficiente as medidas adotadas pela Samsung, pois não impõem um castigo mais severo ao filho do presidente.

O presidente da Samsung pode receber uma sentença de até cinco anos de prisão caso seja considerado culpado das acusações.

Especialistas da Coréia do Sul não acreditam que tal sentença seja confirmada, já que, de acordo com eles, os juízes sul-coreanos costumam ser indulgentes com presidentes de grandes empresas.

Em 2005, o alto tribunal suspendeu a execução da sentença do então presidente do grupo de telecomunicações sul-coreano SK, Chey Tae-won, que foi condenado a três anos de prisão por fraude.

No ano passado, um tribunal de apelação acabou vetando a prisão do presidente da Hyundai Motor, Chung Mong-koo, por um caso de desvio de fundos ao levar considerar sua contribuição para a economia do país.

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