Levantamento da Rakuten Advertising mostra que 63% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos pela CazéTV no YouTube, e 72% que ainda optam pela TV aberta
A forma como o brasileiro acompanha o futebol está mudando rapidamente, e a Copa do Mundo de 2026 deve consolidar essa virada. Segundo o estudo Affiliate Intelligence para a Copa do Mundo 2026, conduzido pela Rakuten Advertising, rede líder global de afiliados e marketing de performance, mostra que a TV aberta, representada por emissoras como TV Globo e SBT, por exemplo, ainda lidera a intenção de audiência, sendo citada por 72% dos entrevistados. No entanto, as plataformas digitais aparecem logo atrás: 63% afirmam que pretendem assistir às partidas pela CazéTV (canal digital de transmissões esportivas criado pelo streamer brasileiro Casimiro Miguel), no YouTube, evidenciando uma disputa cada vez mais equilibrada pela atenção do público.
Para Salomão Araújo (foto em destaque), VP Comercial da Rakuten Advertising, os dados indicam uma mudança estrutural na forma de engajamento do público com o evento esportivo, e consequentemente, a estratégia das marcas para vender com anúncios e afiliados.
“A Copa de 2026 deve consolidar um comportamento que já vinha crescendo: o torcedor não depende mais de uma única tela para acompanhar o futebol. Ele assiste, comenta, compartilha e consome conteúdo simultaneamente em diferentes plataformas. Para as marcas, isso significa repensar a abordagem de presença e comunicação para acompanhar uma audiência cada vez mais conectada e dinâmica”, afirma.
Essa tendência se reflete diretamente no consumo multi telas: cerca de 62% dos torcedores planejam acompanhar resultados, comentários e conteúdos em tempo real nas redes sociais, utilizando aplicativos como WhatsApp, Instagram, TikTok e o próprio YouTube enquanto assistem aos jogos.
Entre as plataformas de streaming, o GloboPlay também aparece como opção relevante de transmissão, sendo mencionado por 40% dos participantes da pesquisa.
O levantamento foi realizado com 503 pessoas — homens e mulheres entre 18 e 70 anos, e revela uma mudança relevante no comportamento da audiência. “A disputa pela atenção do público durante o evento vai além da transmissão em si. Com a digitalização do consumo e o crescimento de criadores e canais online, a próxima edição do torneio tende a marcar definitivamente a transição para uma experiência de futebol cada vez mais interativa, social e multiplataforma’, conclui o especialista.



