Casal fatura R$ 5,5 milhões com dark kitchens e lojas de cookies

Quando os brasilienses Francielle Faria e Rafael Macedo provaram o tradicional cookie americano em um shopping, em 2012, foi amor à primeira mordida. Daí em diante, o casal se dedicou a encontrar a receita perfeita para ganhar uma renda extra com o biscoito. Oito anos depois, com 11 lojas espalhadas por quatro cidades brasileiras (BSB, BH, GO e SP), a American Cookies prevê fechar o ano de 2020 com um faturamento de R$ 5,5 milhões e expandir com o processo de franchising da marca.

Mas a jornada da servidora pública e do vendedor de autopeças nem sempre foi baseada no sucesso. No mesmo ano que se encantaram pelo doce americano, a dupla se aventurou na abertura de um quiosque especializado em cookies, em Brasília. Mas o negócio, ainda imaturo, não deu certo. Resultado: eles fecharam as portas seis meses depois. “Foram vários os motivos que nos levaram à falência nessa primeira experiência, como ajustes na receita, falta de estudo do mercado e o ponto da unidade. Ficamos arrasados, porque conseguimos dinheiro emprestado para abrir esse negócio, mas hoje entendo que tudo foi um grande aprendizado”, lembra Francielle.

Em 2015, diante de uma grande crise econômica que assolava o país, Rafael Macedo ficou desempregado e encontrou no biscoito uma oportunidade de ganhar uma renda extra para a família. Mas foi através de um sonho que o casal teve a ideia que iria “virar a chave” do negócio e aumentar os rendimentos com o doce. “Eu sonhei que nós (eu e meu marido) precisávamos aprender a congelar a receita do cookie recheado para conseguir escalar o produto e aumentar o faturamento. Acordei determinada em virar dias e noites até chegar nesse resultado e isso foi o pulo do gato do nosso negócio”, conta a empreendedora. Com alguns ajustes na receita e a nova estratégia de congelar o produto para escalar a produção, a dupla decidiu investir mil reais na compra de uma batedeira, um pequeno forno e um freezer para uma cozinha amadora em casa. Na época, com a venda das guloseimas para amigos e moradores do bairro de Águas Claras, em Brasília, a família conseguia faturar R$ 2 mil por mês.

Mas foi só em 2017, com a entrada da American Cookies nos apps de entrega que o negócio decolou de vez. “Naquela época você só encontrava pizza e hambúrguer nos apps de entrega aqui de Brasília. Fomos o primeiro doce disponível por delivery e isso trouxe um boom muito grande de pedidos. Chegamos a faturar R$ 12 mil por mês vendendo cookie por aplicativos, com uma pequena produção em casa. O sucesso foi tanto que o meu marido teve que pedir demissão do seu emprego para fazer as entregas. Com o dinheiro da rescisão, ele comprou uma moto e entrou de cabeça no negócio. Eu assava os cookies em casa e ele entregava. Ninguém acreditava que a American Cookies era uma empresa de apenas duas pessoas dispostas a fazer dar certo”, conta a fundadora da marca.

Com o crescimento do negócio, o casal deu o próximo passo rumo ao crescimento da marca, com a inauguração da 1ª loja física no Sudoeste (DF), em julho de 2018. Com investimento inicial de R$ 50 mil em uma cozinha profissional e a contratação de dois funcionários, a American Cookies foi ganhando força e credibilidade no estado. Em abril de 2019, a marca brasiliense recebeu um convite de exclusividade da Uber Eats, que ofereceu condições especiais que aceleraram a expansão da marca. Por conta desse contrato, no mesmo ano, a rede de cookies inaugurou em Águas Claras (DF), em julho, e apostou em outra operação física no Sudoeste (DF), em agosto. Em dezembro de 2019 a American Cookies chegou ao Lago Sul (DF), e em janeiro de 2020, em Belo Horizonte.

Crescimento na pandemia

Em meio à pandemia do novo coronavírus, onde milhares de negócios do setor de alimentação fecharam às portas, a American Cookies teve um aumento de 30% nas suas vendas – uma vez que a marca já contava com um DNA de delivery. E os planos de expansão seguiram mesmo diante da crise, com a inauguração da 1ª franquia da marca, na Asa Sul (DF), em junho, e uma unidade em Contagem (BH), em julho de 2020. Em agosto foi à vez da marca chegar à Goiânia, com a inauguração de outra operação física da rede. No início da quarentena (março), a marca de cookies faturava cerca de R$ 380 mil por mês, e em setembro alcançou seu recorde de faturamento, chegando à marca de R$ 526 mil – sendo 60% proveniente do delivery.

Em novembro deste ano, a American Cookies chegou a São Paulo com investimento de R$ 100 mil na inauguração de duas dark kitchens na capital paulista nos bairros da Mooca e de Perdizes. Para esse mês de dezembro também já está prevista a inauguração de uma operação em um shopping de Contagem (BH). Já para 2021, os planos são ainda mais audaciosos. Além da inauguração de uma franquia quiosque no Aeroporto Juscelino Kubitschek (DH), somando 12 unidades na rede, a American Cookies também prevê a abertura de outras 30 franquias, com a aceleração do franchising da marca, chegando a um faturamento de R$ 10 milhões.

Diante do fenômeno que se tornou a American Cookies, a empreendedora ressalta que pessoas comuns podem empreender e virar um case de sucesso. “Eu gosto muito de contar a nossa história, porque eu sou a prova viva de que empreender e ter sucesso é para pessoas comuns, como eu e o meu marido. Nós não tínhamos formação ou experiência com alimentação e nem com gestão de negócios. Nós simplesmente somos apaixonados pelo produto e não desistimos até dar certo. Erramos muito, mas aprendemos com os nossos erros e corrigimos. Hoje somos o que somos por conta de toda essa trajetória”, explica Francielle.

Cardápio com mais de 20 variações de cookies

Recém-inaugurada em São Paulo, a American Cookies aposta em um cardápio com mais de 20 variações do biscoito, com opções tradicionais e outras recheadas. Um dos diferencias da rede perante os outros players é a qualidade dos insumos utilizados na receita exclusiva da marca. Um exemplo disso é a substituição da margarina por manteiga de leite e a ausência de gordura vegetal – o que garante uma massa mais amanteigada, fofinha por dentro e crocante por fora. Outra grande aposta da marca é a generosidade nas porções, com biscoitos maiores que os disponíveis atualmente no mercado (100g a unidade) e proporções de 30% de recheio para 70% de massa. Entre os best-sellers da American Cookies, merece destaque o Cookie de Nutella com Chocolate ao Leite (R$ 12,00 – unidade) – biscoito de baunilha amanteigado e recheado com puro creme de avelã da marca nutella – e o Cookie Red Velvet com Brigadeiro de Leite Ninho (R$ 12,00 – unidade) – biscoito vermelho de cacau, recheado de brigadeiro gourmet de leite ninho e gotas de chocolate branco.

American Cookies também aposta em sabores mais inusitados, como o recém-lançado Cookie Jack Daniel’s (R$ 13,00 – unidade) – biscoito com massa de cacau com whisky Jack Daniel’s e gotas de chocolate branco, recheado com brigadeiro gourmet de chocolate meio amargo saborizado com whisky Jack Daniel’s. Outra novidade em cartaz no menu da marca é o New York (R$ 12,00) – biscoito com massa de baunilha com nozes e gotas de chocolate belga 54,5% cacau – sabor inspirado no melhor cookie do mundo, da famosa Levain Bakery. Os pedidos podem ser feitos pelo aplicativo do Uber Eats e as entregas compreendem os estados de Brasília, Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo.

Raio-X da franquia American Cookies

Investimento Inicial: Quiosque: a partir de R$ 135 mil / Loja Física: a partir de R$ 200 mil / Loja Física+ Delivery: a partir de R$ 230 mil.

Taxa de Franquia: R$ 35 mil para todos os formatos

Previsão de Retorno: de 18 a 24 meses para todos os formatos

Projeção de receita mensal: Quiosque: 60 mil / Loja Física: 80 mil / Loja Física + Delivery: 100mil

Número de funcionários: Quiosque: 4 / Loja física: 4 / Loja Física + Delivery: 6

Royalties: 5%  FPP: 2%

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