Especial Dia Internacional da Mulher com a mãe e empresária Isabela Matte

Conheça uma história peculiar de quem começou ainda criança a empreender e deu certo

A empresária Isabela Matte teve uma trajetória bastante peculiar no mundo dos negócios: abriu sua própria loja de roupas aos 12 anos e aos 14 já faturou o primeiro milhão com e-commerce. Aos 20 anos foi eleita para a lista 30Under30 da Forbes Brasil e hoje, aos 22, será mãe pela segunda vez. Ela segue à frente da primeira empresa, a Isabela Matte Store e ainda ministra cursos sobre redes sociais e empreendedorismo construindo comunidades de mulheres empreendedoras com a Isabela Matte Academy.

1- Como você iniciou a empreender?
Durante minha adolescência eu percebi que não existiam roupas legais para meninas da minha idade: ou eram roupas de adulto ou roupas muito infantis. Então resolvi eu mesma criar minhas peças. Não demorou para que várias amigas gostassem e perguntassem de onde eram as roupas. Vi aí uma oportunidade: com ajuda dos meus pais criei minha própria marca, a Isabela Matte Store. Quando eu completei 14 anos, a gente abriu um e-commerce e acho que justamente porque não existia outra marca que entendia essa demanda do público teen, a loja cresceu rápido. Logo no primeiro ano de loja virtual, nós faturamos 1 milhão e continuamos a crescer. Continuo a desenhar as roupas com a minha mãe e já vendemos peças para todos os estados do Brasil. Além disso, hoje eu tenho a Isabela Matte Academy, onde ministro cursos on-line de empreendedorismo e redes sociais e ajudo várias outras mulheres que também querem ter seu próprio negócio.

2- Passou por quais desafios no início, tinha apoio da família por ser tão nova e já criando uma marca?
Sempre tive muito apoio da minha família, seria impossível se meus pais e meu irmão não tivessem abraçado o meu sonho. Sempre que eu pensei em desistir, minha mãe me jogava para frente e me motivava. Porque ter um negócio não é algo simples, requer dedicação. Acho que um dos principais desafios era fazer com que os outros me respeitassem. Eu com 14 anos negociava com pessoas de 40, e precisava fazer com que eles entendessem meu ponto. Mas isso tudo foi bom para meu amadurecimento, me ajudou a ter noção das minhas responsabilidades.

3- Quando o sonho virou realidade e você começou a ganhar dinheiro com seu negócio?
Logo no primeiro ano de e-commerce a loja já faturou 1 milhão de reais, mas eu só tive noção disso bem depois. Antes de eu completar 18, quem cuidava das finanças da marca era o meu pai. Eu acho que foi até bom eu não saber sobre essas cifras até ter maturidade suficiente para saber lidar com essa responsabilidade.

4- Teve apoio financeiro para empreender? Ou foi indo com recursos próprios?
Nós fizemos um investimento inicial de menos de mil reais, foi um valor bem baixo. A partir daí colocamos algumas peças para vender meio que de “teste”, conseguimos vender toda a primeira leva e reinvestimos na marca. Fizemos um grande sucesso com uma peça da primeira coleção, uma calça com cortes a laser, vendemos muitas peças, o que ajudou muito no faturamento inicial e assim fomos crescendo.

5- Por ser mulher, acha que algum desafio foi maior do que poderia ser caso fosse homem?
Toda mulher já se sentiu inferiorizada ou sofreu preconceito por ser mulher. Como eu empreendo no meio da moda, isso acaba acontecendo menos. Mas o mundo de negócios no geral é bem machista. Eu vivi várias situações bem desconfortáveis de homens querendo fazer com que eu me sentisse menos, mas tento ser otimista e acreditar que essa realidade está mudando.

6- A sua história é muito exclusiva como empresária, qual recado você dá a quem quer seguir seus passos?
O meu principal conselho para quem quer ter seu próprio negócio é: comece! Às vezes nós ficamos esperando o momento certo e ele nunca chega. Então é preciso partir para a ação. É claro para empreender precisamos persistir, ter inteligência emocional, ter uma vontade insaciável de aprender e de melhorar, mas nada disso funciona se você não tomar coragem e começar!

7- O que significa estar na lista da Forbes Under30?
A Under30 da Forbes é um dos meus maiores orgulhos na minha jornada empreendedora. Ser reconhecida por uma das maiores revistas do país e do mundo como uma influência para a juventude é uma certeza de que preciso continuar nessa trilha, seguindo esse caminho e, ao mesmo tempo, sinto que tenho uma responsabilidade enorme por inspirar e representar outras meninas.

8- Como você concilia trabalho e filhos? Há uma rede de apoio?
Não é uma tarefa nada fácil. No começo, eu trabalhava enquanto o Leo dormia. O que deixava a rotina completamente aleatória, porque criança pequena não dorme 8 horas certinho de noite, mas aos poucos fui me adaptando. O meu noivo, Luan, pai do Leo, é muito parceiro e a gente se ajuda muito: quando ele tem que trabalhar eu fico com o bebê e vice-versa. Minha mãe também me ajuda demais e temos uma babá, o que também facilita. É um desafio e será maior ainda agora com a chegada da Maya, mas tenho a sorte de ter uma rede de apoio que me ajuda muito.

9- Depois desta pandemia, mudou algo nos planos e mesmo nas vendas?
Nós tivemos um crescimento de 86% nas vendas de 2019 para 2020. Muito disso se deve à pandemia, porque mais pessoas começaram a comprar online. Como nós já éramos e-commerce não passamos pela fase de adaptação que muitas empresas tiveram que passar e isso foi um facilitador. Mas por outro lado, tínhamos planos para eventos presenciais que acabaram sendo cancelados. E, claro, isso tudo é muito pequeno perto do cenário de perdas que vivemos no mundo.

10- E por fim, quais os próximos passos da empresária Isabela, o que há de planos para este e os próximos anos?
Eu amo muito a vertente educacional da minha carreira, quero investir e explorar esse universo para ver cada vez mais pessoas sendo impactadas e transformadas. Além disso, quero fortalecer a estrutura da empresa para poder ter mais tempo para ter uma visão macro do meu negócio e poder utilizar a minha marca como uma forma de conectar pessoas, contar histórias, traduzir estilos e inspirar!

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