Pix impulsiona a opção por bancos digitais para pagamentos e recebíveis

Fernando Nunes, Guilherme Verdasca e Rafael Negherbon, os fundadores da Transfeera

Estudo da fintech de gestão e processamento de pagamentos Transfeera aponta para um crescimento exponencial das operações realizadas para instituições financeiras nativas digitais

É incontestável dizer que a digitalização dos bancos tradicionais foi acelerada durante a pandemia. No entanto, a chegada do Pix e do Open Banking têm sido importantes aliados para um crescimento exponencial das fintechs e dos bancos digitais dentro do setor de meios de pagamento. Segundo um estudo exclusivo realizado pela Transfeera — plataforma de pagamentos que atende diferentes perfis de empresas que necessitam de escala no processo de pagamentos, — as instituições nativas digitais representam mais de 50% de recebimentos de pessoas físicas dentro da plataforma. O levantamento analisou mais de 6 milhões de transações bancárias realizadas pela empresa desde abril de 2017.

Intitulado “Market-Share de Bancos 2021″, o estudo mostra que em agosto de 2019, os bancos nativos digitais representavam um pouco mais de 10% das operações de recebíveis de pessoas físicas dentro da plataforma. Este número pulou para 30% em 2020 e com a chegada do Pix em novembro do ano passado, ultrapassou a casa de 50% em agosto deste ano. Por outro lado, os bancos tradicionais que tinham mais de 91% de preferência, viram uma queda de mais de 40% nos últimos três anos.

Para se ter uma ideia, apenas o Nubank (2,92%) e o Banco Inter (2,47%) eram os dois bancos digitais que apareciam na lista de recebimentos de pessoas físicas em agosto de 2019. No mesmo período em 2020, o estudo aponta para um crescimento de ambos e a ascensão do Pagseguro (2,10%) e do Banco C6 (5%). Em agosto deste ano, o Nubank escalou ainda mais, chegando a mais de 28%, seguido pelo Banco Inter (7%), Pag Seguro (5,52%), PicPay (5%) e Mercado Pago (3,23%). Neon e Original são a opção de pouco mais de 2%.

Já no caso de operações de pessoas jurídicas, o que pode ser visto é a constante perda de mercado dos bancos tradicionais. Enquanto o Nubank atingiu mais de 10% das operações, a Caixa Econômica, por exemplo,  caiu de 27% para 4% nos últimos quatro anos. As transações pelo Itaú também viram uma queda dentro da plataforma, saindo de 69%  em junho de 2017 para 10% este ano — perdendo 50% do market share em quatro anos.

“No atual cenário de meios de pagamento no Brasil, para que uma empresa se mantenha competitiva, é imprescindível que ela opere no digital. O movimento do dinheiro para os canais digitais já não se enquadra como um diferencial, mas, sim, como uma obrigação, um caminho sem volta. As fintechs se destacam justamente por possuírem soluções majoritariamente digitais, o que torna os negócios escaláveis, permitindo que ofereçam funcionalidades cada dia mais abrangentes aos clientes”, acredita Fernando Nunes, cofundador e Diretor Comercial da Transfeera.

Este protagonismo das fintechs e bancos digitais apenas comprovam a rápida digitalização das instituições financeiras no Brasil. Dados da Comscore mostram que o país lidera a digitalização bancária da América Latina e, segundo a Global Fintechs Ranking de 2021 consolidou-se como um dos grandes ecossistemas de fintechs, ocupando a décima quarta posição no mundo.

Segundo Carlos Augusto de Oliveira, CEO da CertDox e Fintech Board Member da VC BossaNova, os bancos tradicionais estão acompanhando as mudanças, mas tendem a se mover mais lentamente em função das suas próprias estruturas. “Mesmo quando tecnicamente prontos, existe uma evidente cautela dos Bancos na migração para os serviços digitais porque muita coisa está em jogo, especialmente o risco de perda significativa de receita de tarifas de serviços provocado pelo Pix”, comenta.

O estudo completo pode ser baixado aqui.

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