Startups buscam empresas juniores como consolidadores para seu negócio

Zelândia Silva 26/06/2020
Zelândia Silva 26/06/2020

Segundo a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem – em média – 12.700 startups, um crescimento de 27% em relação ao ano de 2018. O crescimento vem acompanhando o desenvolvimento das Empresas Juniores no mercado, que registraram um aumento de 16% no número de empresários, segundo a Confederação Brasileira das Empresas Juniores. Dois modelos de negócios que apresentam muitas características em comum e que, muitas vezes, se complementam e consolidam os negócios.

Apesar das diferenças, onde as startups são empresas que buscam explorar atividades inovadoras no mercado e têm como objetivo gerar lucro, e as empresas juniores, um modelo que realiza atividades presentes no mercado atual, sem fins lucrativos e gerida exclusivamente por alunos do ensino superior, as duas formas de negócio podem usufruir de uma relação mutualista.

Segundo Luan Donadio, assessor da área de projetos da Poli Júnior – empresa júnior de engenharia da USP – muitas vezes, uma startup necessita de um serviço proveniente de outras empresas, e pode ser muito inteligente comprar produtos ou até fechar parcerias com empresas juniores. No caso da Poli Júnior, o custo dos projetos são até 60% abaixo do valor cobrado pelas empresas sêniores e, normalmente, como as startups têm orçamentos menores, essa parceria pode ser crucial para a sobrevivência da mesma. “Dentro das EJs, os membros das startups podem encontrar mentes inovadoras para auxiliar e participar da idealização de inovações, o que é muito interessante para esses negócios que apresentam uma grande necessidade de se modernizar no mercado”, comenta.

Para as empresas juniores, essa união também é benéfica. “Devido a aproximação com a realidade de outras empresas, podemos agregar conhecimento voltado para o nosso próprio crescimento e trazer muito mais desenvolvimento para os membros, que ganham interesse pela área e acumulam repertório. Além disso, essa afinidade pode resultar em um ou vários clientes fidelizados para comprar projetos e contribuir para o progresso da empresa”, explica Donadio.

Dentro da Poli Júnior, um bom exemplo é o desenvolvimento na realização de projetos para startups na área de fintech, fazendo pesquisas em busca de ideias para esse negócio. Apesar de ser uma aproximação recente, a oportunidade de mostrar o desempenho e a capacidade da Poli Júnior trouxe como resultado a fidelização de novos clientes para a realização de futuros projetos.
Sobre a Poli Júnior
Fundada em 1989 como a primeira Empresa Júnior de Engenharia do Brasil, a Poli Júnior é uma associação civil sem fins lucrativos constituída e gerida pelos alunos de engenharia da USP. Com sua sede dentro da escola politécnica da USP, seus representantes conseguem entregar com maestria soluções de diferentes áreas da engenharia a um valor competitivo, além de terem acesso aos melhores professores do mercado para auxiliá-los. Entre as áreas trabalhadas em seus projetos estão Civil; Mecânica e Eletrônica; Produção; Química; e Tecnologia, que já foram contemplada com premiações como Prêmio FEJESP(Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo) de 2016, 2017 e 2018; Palestra Magna ENEJ (Encontro Nacional das Empresas Juniores) 2017 e 2018.

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