Especialista aponta motivos pelos quais grandes empresas estão investindo na evolução dos chatbots para agentes de IA

De acordo com Diego Alvarez (foto em destaque), CPTO da Escale, a transformação vai além do atendimento e proporciona mais agilidade e inteligência às empresas 

Companhias do mercado enterprise estão deixando para trás a era da automação básica e dos fluxos engessados. A atual transição tecnológica marca o fim dos chatbots tradicionais, abrindo espaço para plataformas e agentes de IA focados em alta performance.  Diego Alvarez, CPTO da Escale, sales tech brasileira especializada em jornadas de vendas complexas, aponta essa transformação, especialmente em setores altamente regulados, como finanças, telecomunicações, energia e educação.

O relatório de tendências da Gartner reforça essa tendência: a adoção de agentes de IA em aplicações corporativas tende a saltar de cerca de 1% hoje para 33% até 2028. Além disso, a ferramenta tem se mostrado aliada para organizações que buscam aprimorar a experiência do cliente. Desta vez, de acordo com o relatório  da Zendesk, 70% dos líderes deste segmento planejam integrar IA generativa em múltiplos pontos de contato nos próximos dois anos, evidenciando a adoção crescente dessa tecnologia.

Pensando nesses fatores, Diego destaca três motivos centrais que explicam por que o mercado está investindo nessa evolução.

1. Foco em táticas reais de vendas, e não apenas de atendimento
Historicamente, os chatbots comuns operam com motores puramente informativos e são construídos com foco exclusivo em processos de atendimento. Em contrapartida, os agentes de IA avançados possuem motor de raciocínio voltado para a persuasão.

“A aisa, inteligência artificial desenvolvida por nós da Escale, por exemplo, foi treinada com milhões de conversas reais que efetivamente se transformaram em vendas. Atuando como vendedor de alta performance, ela utiliza linguagem natural para qualificar leads, quebrar objeções, personalizar ofertas e concluir toda a jornada, incluindo o processamento do pagamento e a assinatura do contrato”, explica Diego.

Essa evolução tecnológica garante ganhos reais: a aisa já apresenta um aumento de 40% na taxa de conversão quando comparada a atendentes humanos e bots tradicionais.

2. Transição para plataformas de inteligência e diagnóstico contínuo
De acordo com o executivo, um dos grandes problemas do modelo antigo é o escopo limitado e a falta de visibilidade. Já a nova geração de IA opera sob a lógica de uma de vendas AI-First, combinando eficiência com inteligência de negócio.

“A ferramenta deixa de ser apenas um robô de conversação e passa a atuar como um sistema de diagnóstico contínuo da operação. Como uma camada inteligente, a IA lê e interpreta dados para identificar gargalos, riscos e oportunidades ao longo de toda a jornada comercial”, afirma. Ou seja, ter acesso integral a um portal com transparência de desempenho, métricas detalhadas e insights estratégicos para tomadas de decisão.

3. Modelo de negócios focado em resultados 
A modernização também transformou a relação comercial e o modelo padrão de chatbots cobra por uso da ferramenta, além de exigir pagamentos adicionais à parte para o desenvolvimento de melhorias.

“O mercado corporativo agora busca parcerias em que todo mundo ganha. Sendo pioneira no modelo de pay-for-success (cobrança por sucesso), a Escale alinha-se totalmente aos parceiros com a otimização contínua da IA, que já faz parte do escopo, e a cobrança é atrelada exclusivamente ao resultado, crescendo junto com o negócio do cliente”, reitera o CPTO.

Diego complementa que escalar inteligência artificial em vendas complexas exige mais do que tecnologia; mas infraestrutura robusta e segurança. “Essa transformação comprova que o futuro das operações corporativas não está mais na simples automação, mas na união entre inteligência, segurança e produtividade”, finaliza.

Facebook
Twitter
LinkedIn