Consumo e o interesse por chocolates no Brasil seguem picos sazonais

Estudo feito pela Timelens, com 187 milhões de buscas no Google mostra concentração de atenção em poucas marcas e forte impacto da Páscoa no interesse do consumidor

O interesse do brasileiro por chocolate é altamente sazonal e concentrado em poucas marcas. É o que revela uma pesquisa feita pela pela Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados, pertencente à FutureBrand São Paulo. A plataforma analisou 187 milhões de buscas no Google nos últimos quatro anos. As informações mostram que a Páscoa segue como o principal motor de atenção digital do setor no país.

Segundo o estudo, o volume de buscas por marcas de chocolate pode chegar a quase 19 milhões em um único mês durante a Páscoa, enquanto nos demais períodos do ano o interesse diminui de forma significativa. Mesmo datas como o Natal não conseguem atingir o mesmo nível de atenção do consumidor, consolidando o feriado como o momento mais importante para a categoria.

Entre as chocolaterias especializadas analisadas, a liderança é amplamente encabeçada pela Cacau Show. Sozinha, a empresa acumula 139,5 milhões de buscas em quatro anos e registra sete vezes mais interesse do que a soma de Kopenhagen, Lindt, Dengo e Brasil Cacau juntas, indicando forte domínio de atenção digital no setor.

Apesar da liderança consolidada, outras apresentam dinâmicas distintas de interesse do comprador. A Kopenhagen, por exemplo, foi a que registrou maior crescimento proporcional no período analisado: 122% em quatro anos. O comportamento de busca também revela um fator simbólico relevante: 99,97% das pesquisas são feitas apenas pelo nome da marca, sem referência a produtos específicos, sugerindo forte associação com posicionamento premium e status.

Já a Brasil Cacau apresenta um padrão diferente. Cerca de 40,7% das buscas relacionadas à marca envolvem comparações com concorrentes, indicando que o cliente frequentemente utiliza o Google para avaliar preço e custo-benefício antes da compra.

No caso da Lindt, a análise aponta um desafio de distribuição física. 12,7% das buscas associadas à marca incluem termos ligados a “onde comprar”, sinalizando que o interesse do consumidor muitas vezes esbarra na dificuldade de encontrar pontos de venda.

Para a Timelens, os dados mostram que o mercado brasileiro de chocolates não é definido apenas por produto ou sabor, mas também por fatores como presença de marca, posicionamento e capacidade de capturar a atenção do consumidor nos momentos-chave do calendário.

Com a Páscoa concentrando o maior volume de interesse do ano, a disputa entre as marcas tende a se intensificar justamente no ambiente digital, onde o consumidor pesquisa, compara e decide o que comprar.

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