Com crescimento de 50% ao ano, presença em mais de 60 países e o maior aporte do segmento na região, a scale-up redefine o papel dos contratos como ativo estratégico — e aposta em inteligência artificial como motor da próxima virada
O netLex, principal player de Contract Lifecycle Management (CLM) da América Latina, consolidou em poucos anos uma posição que poucas empresas de tecnologia B2B alcançam na região: liderança de mercado, escala internacional e uma visão clara sobre o futuro da gestão contratual. Com mais de 100 mil usuários, 300 clientes ativos e presença em mais de 60 países, a scale-up mineira cresce 50% ao ano e foi reconhecida em 2025 pela Fast Company como uma das sete empresas mais inovadoras da América Latina.
A trajetória começou quando os advogados Flávio Ribeiro e Wagner Possas deixaram a estabilidade dos escritórios de advocacia para enfrentar um desafio que poucos ousariam: transformar a forma como empresas gerenciam contratos. A aposta se provou acertada. Em 2024, o netLex recebeu um aporte de R$ 126 milhões — o maior investimento já feito em uma plataforma de CLM na América Latina, em rodada liderada pela Riverwood Capital, e passou a acelerar sua expansão internacional.
“Quando decidimos empreender, entendemos que precisava ser em algo que transformasse o dia a dia das empresas. A área de contratos sempre foi um gargalo estratégico, e vimos ali a oportunidade de construir uma categoria nova no mercado”, afirma Flávio Ribeiro, CEO e cofundador do netLex.
Hoje, a plataforma vai muito além de organizar contratos: transforma dados contratuais em inteligência de negócio, eficiência operacional e redução de riscos, conectando áreas jurídicas, comerciais, financeiras e de compliance em um ponto central de decisão estratégica. “Nosso objetivo sempre foi unir experiência jurídica com visão de negócios. Queríamos que o netLex ajudasse empresas a reduzir riscos, ganhar eficiência e usar contratos como vantagem competitiva”, complementa Wagner Possas, cofundador da plataforma.
IA como motor da próxima virada
Se a primeira década do netLex foi marcada pela criação da categoria de CLM no Brasil, a próxima é sobre inteligência artificial aplicada de forma madura à gestão contratual. A empresa vem se posicionando contra o “hype” e a favor de uma abordagem baseada em dados reais, segurança jurídica e ganho operacional mensurável.
“A IA não substitui ninguém, ela amplifica o impacto de quem sabe usá-la bem. É a chave para uma virada que exige descentralização, autonomia e gestão estratégica — liberando os times das tarefas operacionais que drenam energia e direcionando o conhecimento humano para decisões complexas”, afirma Ribeiro.
Com o netLex AI, a inteligência artificial já atua em todas as etapas do ciclo contratual: sugere cláusulas e padroniza contratos na criação; simplifica termos jurídicos e verifica erros na redação; identifica em segundos os pontos alterados por contrapartes na revisão — sem armazenar dados dos clientes nem utilizá-los para treinar modelos; extrai informações automaticamente e monitora performance no pós-assinatura; e responde, via chat, perguntas precisas sobre riscos, prazos e rescisões em documentos complexos.
A visão de futuro vai além. Para o netLex, as áreas de negócio passarão a ter autonomia para criar, negociar e revisar contratos dentro dos parâmetros definidos pelo Jurídico — que assume um papel cada vez mais estratégico. E a IA deixa de ser promessa para se tornar regra no setor. “Quando a IA entende o seu negócio, velocidade, controle e impacto andam juntos”, conceito que orienta o netLex Vision 2026, evento-referência da companhia sobre o futuro da gestão contratual.
Um mercado em expansão e uma ambição global
O crescimento do netLex acompanha a expansão do mercado de CLM na América Latina, estimado em US$ 73,1 milhões em 2024 e com perspectiva de alcançar US$ 127,2 milhões até 2030, segundo a Grand View Research. Mas a ambição da empresa vai além da região: o netLex mira a liderança global em gestão de contratos.
“Saímos da advocacia para empreender porque acreditávamos que os contratos poderiam ser muito mais do que documentos — eles podem ser o ativo estratégico mais subestimado das empresas. Nossa ambição é clara: nos tornar o maior CLM do mundo, unindo tecnologia proprietária, IA aplicada e profundidade jurídica”, finaliza Ribeiro.



