Nova frente de monetização para o varejo? Saiba quanto vale a música que o cliente ouve nas lojas

André Domingues (foto em destaque), CEO da Musique, explica como o amadurecimento do retail media abre espaço para o áudio se tornar um novo canal de mídia no varejo brasileiro

A inovação do varejo para retenção de clientes vai além dos produtos nas gôndolas. Toda a experiência dentro de uma loja conta, inclusive as músicas que os consumidores ouvem enquanto fazem suas compras. Essa lógica está inserida no mercado de retail media, que movimentou R$3,5 bilhões no Brasil em 2024 e registrou crescimento de 41% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Marketing and Media Alliance (MMA Brasil).

“O retail media nasceu muito associado ao digital, mas as lojas físicas possuem ativos igualmente valiosos – e o áudio é um deles. Ele deixou de ser apenas música ambiente para se tornar um ativo poderoso de vendas que ainda é pouco aproveitado pelo mercado”, afirma André Domingues, fundador e CEO da Musique, startup brasileira pioneira em arquitetura sonora multicamadas que transforma o áudio em ativo estratégico para o varejo físico.

Esse cenário tem impulsionado o desenvolvimento de soluções voltadas para a arquitetura sonora e para a mídia em áudio. Empresas especializadas passaram a integrar música estratégica, sonoplastia e anúncios personalizados em uma única plataforma, permitindo que o som ambiente deixe de cumprir apenas uma função de ambientação para assumir um papel estratégico na comunicação das marcas.

“A música deixou de ser apenas um elemento de ambientação. Ela pode se transformar em um ativo de mídia para o varejo. Quando utilizada de forma estratégica, cria um novo espaço para anunciantes, gera receitas adicionais para as redes e ainda contribui para uma experiência de compra mais personalizada”, explica André.

A monetização do áudio tende a acompanhar o amadurecimento do próprio retail media no Brasil. À medida que varejistas estruturam seus inventários de mídia e anunciantes buscam formatos mais segmentados para impactar consumidores no momento da compra, o som ambiente passa a integrar as estratégias comerciais das redes. Com alta capilaridade e potencial de personalização, o canal permite inserir mensagens de marcas de forma contextualizada, sem interromper a experiência do consumidor.

Para André Domingues, esse movimento deve ganhar força nos próximos anos, à medida que o mercado evolui em mensuração e padronização de métricas. “Assim como aconteceu com outros formatos de retail media, o áudio tende a deixar de ser visto apenas como parte da ambientação para ocupar um espaço estratégico dentro das estratégias de mídia do varejo. Quanto mais as empresas conseguirem medir o impacto desse canal nas vendas e na experiência do consumidor, maior será o interesse de marcas e varejistas em investir nesse formato”, conclui.

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