Pastel do Bairro une experiência retrô e tecnologia em modelo pensado para oferecer alta rentabilidade no mercado de food service
Democrático e unânime, o pastel é uma das maiores memórias afetivas dos brasileiros. Foi de olho no potencial desse mercado que a sinergia entre três amigos
deu vida ao negócio: enquanto Pedros Afonso e Pedro Francisco, uniram seus respectivos know-hows técnicos e operacionais, o multiempreendedor Marco Lisboa, de 52 anos, aportou o investimento financeiro de R$ 500.000. Essa união viabilizou a inauguração da unidade piloto do Pastel do Bairro, rede de pastelaria que resgata afeto e tradição com receitas autorais, localizada no Morumbi, zona sul da capital paulista. A marca recém-criada, em abril deste ano, já nasceu estruturada para o franchising, unindo processos padronizados, operação enxuta e uma experiência de marca pensada para escala.
O modelo de negócio combina tecnologia de autoatendimento, cardápioestrategicamente enxuto para facilitar a logística das futuras lojas e um projeto
arquitetônico com atmosfera retrô. Na gastronomia, o diferencial são os chamados “super pastéis” de 20 e 30 centímetros, preparados com massa leve e crocante, além de recheios autorais como o pastel de costelinha de porco com molho barbecue, desenvolvido para se tornar a assinatura da rede.
A proposta conecta a herança comercial da família de Pedro Afonso, descendente de portugueses tradicionalmente ligados ao ramo de panificação, à sólida experiência prática de Pedro Francisco, que atua com pastel desde a juventude, e à expertise do multiempreendedor Marco Lisboa, especialista em expansão e
formatação de negócios para o franchising.
A sinergia entre os três sócios começou de forma casual, após um jogo de futebol. Ao provar o produto criado por Pedro Francisco, que era nada mais, nada menos que um pastel de 30 cm, recheado de ponta a ponta e surpreendentemente com uma massa sequinha, sem resíduo de gordura, Marco enxergou a oportunidade de
somar sua experiência em marketing e expansão à operação técnica que os amigos projetavam criar. Juntos, o trio reformulou o modelo de negócio para garantir a
máxima rentabilidade no franchising, sem perder a essência acolhedora da marca.
Essa transição para o modelo de franquias foi desenhada justamente para permitir que novos empreendedores levem a mesma atmosfera acolhedora para diferentes regiões do país. O plano de expansão prevê um crescimento estruturado, oferecendo ao franqueado todo o suporte operacional e o know-how de uma gestão que transforma um produto simples em um negócio de alta performance. Até o final deste ano, a projeção é ter 20 operações vendidas.
Para que o negócio tenha eficiência logística e facilite o dia a dia do franqueado, os sócios trabalharam em uma racionalização do cardápio. O menu, que em um
primeiro momento contava com mais de 30 sabores complexos e nomes de familiares foi simplificado para um terço do tamanho, dando o merecido protagonismo ao carro-chefe da casa: o Pastel de Costelinha de Porco com Molho Barbecue.
Considerada a verdadeira assinatura da marca, a costelinha do recheio passa por um rigoroso processo de cozimento e cura para garantir a suculência ideal antes de ir para a massa. O salgado é frito em óleo de algodão puro, um insumo três vezes mais caro que o tradicional, mas que garante um produto sequinho e sem resíduos.
Aliando a tradição gastronômica à modernidade, a rede investiu na experiência do cliente com o uso de totens digitais de autoatendimento. O consumidor faz o pedido e realiza o pagamento de forma autônoma, o que otimiza o fluxo da cozinha e reduz os custos operacionais.
No modelo de negócio de 35 metros quadrados e com investimento inicial de R$ 150 mil para o modelo de loja, é possível atingir o ponto de equilíbrio de forma acelerada devido à alta eficiência da operação. A rede oferece gerenciamento facilitado e uma equipe enxuta, para dar o máximo de fôlego financeiro ao investidor.
O projeto arquitetônico das lojas foi desenvolvido por Pedro Afonso, que também é engenheiro civil. Os detalhes foram pensados para valorizar os anos 40 e 50, com a ideia de transportar o consumidor para essa época, com paredes personalizadas que homenageiam a identidade histórica de cada bairro atendido. Os uniformes da equipe incluem o uso de boinas tradicionais para resgatar o acolhimento da infância, e o pastel é servido em uma tábua de madeira que imita o logo da marca. Pensando no delivery, a rede desenvolveu caixas grandes e térmicas com um picotado no meio, permitindo que o cliente divida o “super pastel”de 30 cm ao meio sem perder a crocância.
A escolha da Chácara Santo Antônio, que faz divisa com o Morumbi, Zona Sul de São Paulo, para abrigar a primeira unidade da rede não foi por acaso. O tradicional bairro mistura uma efervescente atividade corporativa com fortes raízes residenciais e históricas e serve como ponto de partida perfeito para o modelo de negócio da marca. Ao homenagear a identidade local nas paredes da loja, o Pastel do Bairro une o passado e o futuro, validando uma operação escalável que projeta levar o sabor da nostalgia para os principais centros comerciais do país.



