De acordo com levantamento do Portal de Compras Públicas, 70% das organizações que fornecem para o governo declaram que o crédito ou a antecipação de valores é uma necessidade imediata
A falta de caixa é, atualmente, um dos principais motivos de fracasso para as empresas que participam de licitações no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pelo Portal de Compras Públicas, govtech especializada em marketplace de licitações, 70% das organizações que fornecem para o governo declaram que o crédito ou a antecipação de valores é uma necessidade imediata para conseguirem atuar. Em resposta a esse cenário, a antecipação de recebíveis surge como uma alternativa inovadora não apenas para salvar os pequenos negócios, mas também para promover licitações mais baratas para as prefeituras.
Na prática, o mercado de compras governamentais esbarra na dinâmica financeira do setor público: o contrato gera receita contabilizada, mas não caixa imediato. “O fornecedor realiza a entrega do produto ou serviço e pode esperar de 90 a 150 dias para receber o pagamento efetivo da administração pública. Durante esse período, chamado de ‘vale de espera’, as PMEs precisam cobrir com recursos próprios custos com frete, insumos, folha de pagamento e tributos”, explica Leonardo Ladeira (à direita na foto em destaque), CEO e cofundador do Portal de Compras Públicas.
De acordo com o especialista, muitos empreendedores, ao tentarem cobrir esse buraco no fluxo de caixa, recorrem aos bancos tradicionais. No entanto, o crédito convencional costuma ser genérico e extremamente caro, com custo médio de 24,3% ao ano, além de exigir garantias físicas severas, como a alienação de imóveis e veículos, dificultando o acesso pelas PMEs. “Consequentemente, para sobreviverem e arcarem com os juros bancários, os fornecedores são forçados a embutir o custo financeiro nos preços de seus produtos ou serviços, encarecendo a conta final para os municípios”, complementa Leonardo.
Para solucionar essa dor latente, a govtech acaba de anunciar o lançamento do LicitaCred, um produto financeiro 100% digital e integrado à sua plataforma, voltado para pequenas e médias empresas (PMEs) que venceram certames e precisam de um “adiantamento de recebíveis” para iniciar a operação. A solução permite a antecipação de até 70% do valor que o fornecedor tem a receber do governo.
Com o novo recurso, a própria nota fiscal e o contrato público tornam-se o lastro confiável para a antecipação, dispensando as garantias tradicionais. “O papel do LicitaCred é eliminar esse vale de espera, substituindo o financiamento com juros elevados por liquidez em dias e juros adequados às margens apertadas das licitações”, acrescenta o CEO do Portal de Compras Públicas.
Impacto direto na economia municipal
A oferta de um fluxo de caixa mais acessível e seguro impacta diretamente a ponta compradora. Sem a barreira do ‘vale de espera’ e com acesso a um crédito mais barato e desenhado para a lógica ‘Empresa para Governo’ (B2G), o risco da operação diminui, o que permite aos fornecedores reduzirem o valor de suas propostas.
“O Licitacred abre espaço para que muito mais empresas participem das licitações e para que os municípios consigam comprar melhor e com mais transparência”, afirma Bruno Ladeira (à direita na foto em destaque), cofundador e CMO do Portal de Compras Públicas. O fomento de novos empreendedores e o ganho de eficiência tornam os processos mais vantajosos e ajudam as gestões municipais a garantirem máxima economia do dinheiro público.
Atualmente, o Portal de Compras Públicas reúne mais de 4.600 compradores em sua base, com forte atuação no chamado “Brasil municipal”, operando em cerca de 4 mil municípios em todos os estados. A plataforma intermediou, apenas no ano de 2025, um montante de mais de R$ 100 bilhões e tem viabilizado que gestores realizem compras com até 28% de economia.



