Estudo da estreia revela que 74,4% dos usuários de Pix parcelado conseguiram realizar compras que seriam inviáveis por outros meios
O PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, acaba de lançar seu novo modelo de pesquisa que combina profundidade analítica com rapidez na contratação: os chamados Estudos de Prateleira, pesquisas já estruturadas sobre temas estratégicos e emergentes que permitem às empresas acessar dados e direcionamentos relevantes sem a necessidade de conduzir um projeto do zero.
A iniciativa surge em um momento em que a tomada de decisão baseada em dados ainda é fundamental, mas precisa ser mais rápida do que nunca. Ao contrário dos estudos customizados, que exigem etapas de alinhamento, definição metodológica, aprovação de questionários e incidência personalizada, os estudos de prateleira oferecem uma visão aprofundada de temas já mapeados, reduzindo tempo e investimento para as organizações.
“O objetivo é transformar conhecimento de mercado em um ativo acessível e imediato para as empresas. São temas com potencial de impactar diferentes setores da economia e que exigem respostas rápidas das organizações”, afirma Matheus Magnus, Head de Negócios do PiniOn.
O primeiro estudo lançado pela companhia analisa a chamada “briga pelo crédito”, fenômeno impulsionado pelo avanço de novas modalidades de pagamento e pela disputa entre diferentes meios de financiamento do consumo. Os dados indicam que, embora o Pix parcelado venha ganhando espaço no mercado, ainda existem barreiras relacionadas à confiança e à segurança. Entre os entrevistados, 12,5% já utilizaram o Pix parcelado e, desse grupo, 74,4% afirmam que a solução permitiu realizar compras que seriam impossíveis por outros meios de pagamento. No entanto, também há preocupações: 23% dos brasileiros afirmam ter receio de perder o controle financeiro e se endividar, enquanto 19,8% temem cair em golpes e fraudes.
O estudo também investigou a percepção dos consumidores em relação ao Open Finance. Mesmo diante da possibilidade de acesso a condições mais vantajosas de crédito, 32,6% dos entrevistados afirmam que não utilizariam a ferramenta nem mesmo com a promessa de juros mais baixos.
Para o executivo, o cenário evidencia que a confiança ainda é um dos principais desafios para a consolidação de novas soluções financeiras no país. “Embora os consumidores reconheçam os benefícios de ferramentas como o Pix parcelado e o Open Finance, ainda existem barreiras relacionadas à segurança, ao compartilhamento de dados e ao receio de endividamento. Os resultados mostram que a educação financeira e a construção de confiança serão fatores fundamentais para acelerar a adoção dessas soluções nos próximos anos”, afirma.
A expectativa da companhia é ampliar o portfólio de estudos ao longo dos próximos meses, abordando temas capazes de influenciar o mercado brasileiro e global. A proposta é permitir que empresas acompanhem movimentos emergentes, antecipem mudanças de comportamento e se preparem para cenários futuros com maior velocidade e embasamento.



