Terapias modernas transformam o tratamento do diabetes e ganham protagonismo nos programas corporativos de saúde

Medicamentos das classes GLP-1 e SGLT2 já respondem por mais de 60% do valor movimentado na categoria, segundo estudo da Funcional

Medicamentos modernos para o tratamento do diabetes, como os inibidores de SGLT2 (dapaglifozina e empaglifozina) e os agonistas de GLP-1 (semaglutida e tirzepatida), como Ozempic, Rybelsus, Jardiance e Forxiga, vêm ganhando protagonismo nos programas corporativos de saúde. Um levantamento da Funcional, pioneira e líder em programas de acesso e adesão em saúde no Brasil, mostra que essas terapias já representam 62,7% do valor movimentado com medicamentos para diabetes, refletindo uma mudança no perfil terapêutico dos beneficiários com uma abordagem cada vez mais voltada à saúde cardiometabólica.

O estudo, realizado entre maio de 2025 e abril de 2026 com base no comportamento de titulares e dependentes do Benefício Farmácia, identificou que os medicamentos para diabetes representam aproximadamente 22% dos usuários em uso contínuo. O levantamento também aponta que entre as pessoas em tratamento para a condição, 22,4% utilizam simultaneamente terapias para diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia (colesterol alto), evidenciando uma jornada de cuidado cada vez mais integrada e complexa.

“O diabetes mellitus tipo 2 vem passando por uma transformação importante nos últimos anos, pois além do controle glicêmico, hoje as terapias buscam benefícios relacionados à proteção cardiovascular, ao manejo do peso e à redução do risco de complicações associadas à doença. Os dados mostram que essa mudança também já está presente na jornada de saúde dos beneficiários e reforça a necessidade de uma visão mais integrada do cuidado”, afirma Ricardo Moraes, Diretor Médico da Funcional.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 20 milhões de brasileiros convivem com a doença. Paralelamente, dados do Ministério da Saúde apontam crescimento contínuo da obesidade, da hipertensão e das doenças cardiovasculares na população adulta, fatores que contribuem para o aumento da complexidade do cuidado e impulsionam novas estratégias terapêuticas.

Outro destaque do estudo é a transformação do perfil terapêutico da categoria. Embora medicamentos tradicionais, como biguanidas, utilizadas para reduzir os níveis de glicose no sangue, e sulfonilureias, medicamentos que estimulam o pâncreas a produzir mais insulina, permanecem amplamente usados, classes mais modernas passaram a concentrar parcela relevante dos investimentos realizados com o tratamento da doença por apresentarem maiores evidências científicas em diminuição de morbimortalidade.

Na base da Funcional, os medicamentos classificados como “outros antidiabéticos orais e associações” representam mais de 50% dos usuários da categoria e concentram cerca de 70% do valor movimentado em hipoglicemiantes. “Esse resultado evidencia a crescente adoção de terapias que ampliam os objetivos do tratamento para além do controle da glicose, incorporando benefícios metabólicos e cardiovasculares”, finaliza Moraes.

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