Amazonia Bio Group, Elgin e Connecting Food são exemplos de companhias que transformam compromisso ambiental em resultados concretos
A sustentabilidade tem deixado de ocupar apenas o discurso das empresas para ganhar espaço na estratégia de negócio. De acordo com levantamento da Amcham Brasil, 76% das organizações brasileiras já implantaram práticas sustentáveis em suas operações, enquanto 72% incorporaram a sustentabilidade ao planejamento estratégico. O cenário evidencia uma mudança de postura do mercado, mas, para algumas, o impacto ambiental positivo vai além da estratégia e faz parte da essência do negócio.
A seguir, conheça 3 empresas que transformam esse compromisso em resultados concretos:
1 – Amazonia Bio Group
Criada para conectar produtores amazônicos à indústria global de ingredientes funcionais, a Amazonia Bio Group transforma superfrutos nativos da Amazônia, como açaí, acerola, guaraná e cupuaçu, em ingredientes de alto valor agregado destinados às indústrias alimentícia, nutracêutica e cosmética. Com um portfólio de mais de 20 frutas nativas exportadas para 37 países, o grupo nasceu com o propósito de impulsionar o empreendedorismo social e o desenvolvimento sustentável na floresta amazônica.
Como resultado desse modelo de negócio, mantém 2,26 milhões de árvores sob gestão sustentável, promove um aumento médio de 118% na renda das comunidades locais em comparação ao salário mínimo e opera com uma cadeia de suprimentos certificada e transparente.
2 – Elgin
Presente na cadeia do frio há 60 anos, a Elgin atua num dos elos mais intensivos em energia do varejo: em supermercados de médio porte, os equipamentos de refrigeração podem responder por até 50% da conta de luz, segundo o Procel e a Abrava. A empresa trabalha para reduzir esse peso na ponta, com equipamentos de maior eficiência energética, e aplicou a mesma lógica dentro de casa, transformando a própria operação industrial.
Na fábrica de Mogi das Cruzes (SP), 100% da energia utilizada vem de fontes renováveis, sendo 30% gerada por sistema fotovoltaico próprio e 70% adquirida no mercado livre. Entre 2024 e 2025, com base em inventário de emissões de gases de efeito estufa, a companhia reduziu em 40% suas emissões em tCO₂, com o maior corte no Escopo 1, referente às emissões diretas. Na mesma unidade, cerca de 70% dos resíduos gerados em 2025 foram reciclados.
3- Connecting Food
Fundada em 2016 pela engenheira de alimentos Alcione Pereira, a Connecting Food nasceu para enfrentar um desafio silencioso da cadeia de alimentos: produtos ainda próprios para consumo que, por falhas de fluxo, logística ou falta de destinação estruturada, acabam descartados. A startup conecta esse excedente a organizações sociais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade, transformando o que seria descarte em impacto social e ambiental direto.
Hoje, a Connecting Food conta com uma rede de mais de 700 OSCs em 27 estados e 330 cidades, e já trabalhou ao lado de grandes empresas da cadeia de alimentos, como GPA, Assaí Atacadista e Proença Supermercados. Ao todo, já apoiou a redistribuição de mais de 22 mil toneladas de alimentos, garantindo o complemento de cerca de 41 milhões de refeições e evitando aproximadamente 82 mil toneladas de CO₂e.



