Categoria funciona como porta de entrada para câmeras, plugues e iluminação inteligente; especialista da Elgin explica como o lojista pode montar o mix e conduzir a venda
O mercado brasileiro de casa inteligente movimentou US$ 3 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 7,1 bilhões até 2034, crescimento anual composto de 10,17% no período, segundo o IMARC Group. Por trás desse avanço há um padrão de consumo que interessa diretamente ao varejo: na maior parte dos casos, a entrada do consumidor na casa conectada não acontece pela iluminação nem pelo assistente de voz, e sim pela fechadura digital. É ela que abre a conversa, e é a partir dela que o cliente costuma voltar à loja.
A porta de entrada da categoria
Antes vista apenas como item passivo de segurança, a fechadura digital ganhou funções que respondem a necessidades concretas do dia a dia e virou um dos pontos de partida mais comuns para quem começa a conectar a casa. Modelos conectados permitem destrancar a porta pelo celular e criar senhas temporárias para o pet sitter, a diarista ou o parente que vai regar as plantas, sem precisar entregar cópia de chave nem deixá-la escondida embaixo do tapete. O travamento automático resolve o esquecimento de trancar a porta na saída, e recursos como alarme antiarrombamento e senha anti-espionagem reforçam a proteção física.
A Elgin atua na categoria com a linha Forti, que vai da abertura por senha e cartão até a versão com leitor de digital e integração ao aplicativo Elgin Smart. Para o varejo, a integração via aplicativo é o ponto comercial relevante: ela transforma uma venda avulsa no início de um ecossistema.
Marcel Serafim (foto em destaque), diretor executivo de Bens de Consumo e Eletrificação da Elgin, resume o papel do dispositivo. “A fechadura deixou de ser só uma tranca e virou o centro de controle de acesso da casa. Poder abrir remotamente para alguém de confiança, criar uma senha que expira depois do fim de semana e ser avisado de uma tentativa de violação muda completamente a relação de quem precisa deixar o lar por alguns dias”, afirma.
Como o mix se desdobra depois da primeira compra
O consumidor que instala a fechadura raramente para por ali. As câmeras conectadas costumam ser o passo seguinte, com monitoramento em tempo real pelo celular, visão noturna, áudio e alertas de movimento. Depois vêm os plugues e interruptores inteligentes, que permitem programar horários e simular presença, e os sensores de abertura em portas e janelas, que fecham a malha de segurança.
Para o lojista, isso significa que a exposição da categoria funciona melhor agrupada do que distribuída por seções. Fechadura, câmera, plugue e sensor vendidos lado a lado, com demonstração do aplicativo único que controla todos, elevam o ticket médio e encurtam o ciclo de recompra. O argumento de venda mais eficaz não é o produto isolado, e sim a possibilidade de começar pequeno e ampliar.
O que o vendedor precisa saber responder
Como controlam o acesso físico à casa, as fechaduras conectadas exigem atenção à segurança digital, e essa é a dúvida mais comum no ponto de venda. Vale treinar a equipe para verificar e comunicar três pontos: homologação da Anatel, criptografia na comunicação entre aplicativo e dispositivo, e a orientação de manter o app sempre atualizado.
Também é útil reforçar que a tecnologia complementa hábitos simples, sem substituí-los. Não anunciar viagem nas redes sociais enquanto ela acontece, combinar com um vizinho de confiança a retirada de correspondências e conferir portas e janelas antes de sair continuam valendo.
“Segurança inteligente é isso: várias camadas simples que, juntas, tornam a casa um alvo mais difícil e o morador mais tranquilo, mesmo a quilômetros de distância”, conclui Marcel.



