Infraestrutura da Teros integra identidade, dados e crédito em jornada implementada pela Treeal, que prevê distribuir 100 mil dispositivos e avançar no varejo
Tentativas anteriores de usar biometria como meio de pagamento no Brasil não ganharam escala, seja por limitações tecnológicas, seja pela ausência de uma infraestrutura capaz de conectar identidade, dados financeiros e pagamento. Ao estruturar uma nova experiência baseada em biometria, Pix Automático e Open Finance, a Treeal, empresa brasileira de meios de pagamento, se deparou com esse mesmo desafio: como viabilizar uma jornada financeira capaz de integrar cadastro, consentimento, dados e decisão de crédito de forma escalável. Para isso, a empresa escolheu a Teros, ecossistema que conecta jornadas financeiras a resultados, como base para construção dessa infraestrutura.
O projeto mostra como a Teros estruturou a lógica de cadastro, gestão de consentimento, conectividade com o Open Finance e decisão de crédito que sustenta toda a jornada financeira da solução. A iniciativa, que já passou por pilotos e entra agora em fase de estruturação comercial, conta com um fundo inicial de R$ 50 milhões para a operação de crédito e prevê a distribuição de 100 mil dispositivos no país.
“Esse case materializa o posicionamento da Teros como um ecossistema que conecta jornadas financeiras a resultados. O desafio não está apenas na experiência final, mas na capacidade de estruturar toda a lógica por trás dela. O que resolvemos aqui é a integração entre cadastro, consentimento e decisão de crédito de forma governada e escalável, e é isso que viabiliza esse tipo de produto”, afirma Lígia Lopes (à esquerda na foto em destaque), CEO da Teros.
Na prática, a infraestrutura da Teros permite que o usuário realize um único onboarding com consentimento para compartilhamento de dados e, a partir disso, utilize a solução em diferentes estabelecimentos, sem repetir etapas. É essa base de Open Finance que permite conectar identidade, dados e pagamento em uma única jornada. No fluxo de pagamento, a autenticação pode ser feita pela palma da mão e a transação concluída via Pix Automático, sem necessidade de celular ou cartão.
A mesma infraestrutura sustenta a jornada de parcelamento (BNPL), na qual os dados consentidos são utilizados para análise e decisão de crédito, com programação automática das parcelas via Pix. Esse modelo permite maior controle de risco, melhora a conversão no ponto de venda e amplia o acesso ao crédito para o consumidor.
“A palma da mão funciona como um validador de identidade dentro de uma jornada maior. O objetivo é eliminar etapas e tornar a experiência mais fluida. A tecnologia combina duas camadas independentes de autenticação, a leitura da superfície da palma e das veias internas, o que eleva significativamente o nível de precisão e segurança em relação às gerações anteriores. Esse modelo já é utilizado em larga escala internacionalmente e agora começa a encontrar no Brasil um ambiente mais preparado para adoção, especialmente em operações de alto volume, como varejo e eventos”, afirma João Santos (à direita na foto em destaque), CEO da Treeal.
Esse avanço reflete também uma mudança de contexto. No passado, soluções baseadas apenas na leitura superficial da palma não atingiram escala, em parte pela limitação de precisão e pela falta de integração com meios de pagamento amplamente utilizados. Hoje, a combinação entre uma nova geração de biometria e uma infraestrutura financeira mais madura muda esse cenário.
A consolidação do Pix, o avanço do Open Finance e a maior familiaridade do consumidor com jornadas digitais criam uma base mais favorável para esse tipo de experiência. Nesse contexto, a integração entre identidade, dados e pagamento deixa de ser experimental e passa a ganhar viabilidade real, em um momento em que o Brasil reúne condições para que novas jornadas financeiras saiam do campo experimental e ganhem escala.



