Ficar rico é necessário

Por Joel Fernandes 13/08/2012
Por Joel Fernandes 13/08/2012

O que as palavras “buraco”, “agulha” e “camelo” têm a ver com riqueza? Sozinhas, muito pouco. Mas ao juntá-las para formar uma imagem tornam-se poderosas: “’É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha que um rico entrar no reino do céu”. Esta imagem produz uma extraordinária potência contra a riqueza. Ela induz a uma escolha: ir para o céu, mas abrir mão de tornar-se rico, ou tornar-se rico, mas abrir mão de ir para o céu.

A cultura
Pode parecer que a fé no buraco da agulha seja a maior barreira ao impulso que temos rumo à contínua prosperidade. Mas não é. Ela é (somente) uma parte importante de toda uma cultura que induz os brasileiros a pensar pequeno.

As novelas
Por exemplo, nas novelas das televisões brasileiras a lavagem cerebral em favor da fé na pobreza é absolutamente colossal. Não tem comparação com a mais fervorosa das religiões que apregoa o inferno para os ricos. Entra novela, sai novela e o enredo é monotonamente martelado na cabeça de milhões de brasileiros que as assistem. É sempre assim, invariavelmente: as pessoas pobres são calorosas, solidárias, de bom caráter e totalmente felizes. Os ricos são ricos, mas infelizes. Também são ricos não por virtudes empreendedoras, mas devido, claro, às falcatruas. E o incrível, e que dá mais poder à lavagem cerebral em favor da fé na pobreza, é que isso é colocado não na forma de um discurso explícito, o qual carece de convencimento, mas é apresentado de maneira implícita, ingênua, como se aquilo já fizesse parte da natureza humana, desde que existiu o primeiro homem. O senso comum, ao ler isto, deve estar se perguntando: mas não é assim?
O encantamento pela pobreza e a repugnância da riqueza são praticamente uma imposição cultural. Como o empresário pode superar este conflito?

O presidente
O presidente de uma grande empresa não tem escolha. Ele tem uma única função (a partir da qual todas as outras derivam): rodar o empreendimento com lucro para que o dinheiro retorne aos investidores. Ele precisa necessariamente fazer a empresa crescer continuamente rumo à riqueza. Caso contrário ele é demitido. Aqui, pois, ficar rico é necessário.

O dono
A empresa por conta própria tem como característica determinante o fato do proprietário ser dono absoluto de sua empresa e como tal não precisa prestar contas a ninguém. Ele não tem nenhuma força externa pressionando para tornar rica e grande sua empresa. O esforço para crescer mais ou menos depende da força de sua ambição pessoal. Aqui ele fica à mercê da cultura contra a riqueza.
Nesse caso para prosperar continuamente ele também não tem escolha: precisa plantar na sua mente a semente de uma ideia poderosa: ficar rico é necessário.

Não por uma questão de aquisição de objetos mundanos, mas por algo profundamente espiritual: melhorar o mundo. Precisa perceber que seu empreendimento possibilita a adrenalina de correr o risco de expressar seus dons, de mostrar ao mundo o que ele é no fundo, de correr o risco de se der errado ser rejeitado, mas se der certo ter ajudado milhares ou quem sabe milhões de pessoas a viver com amor e paz, a coluna reta e a mente quieta, como queria o poeta. Em outras palavras: ter a ambição de uma causa nobre. 

Por isso ficar rico é necessário também para o dono da empresa por conta própria.

Autor

  • Joel Fernandes

    Autor, entre outros, do livro "Eu quero ser empresário... Rico!" e do site wwww.metododopresidente.com.br

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